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resolução nº 48/03/25 CMS/VG

 Investimento visa fortalecer a rede de atendimento e melhorar a qualidade dos serviços à população

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Foi aprovado, durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/MT), aporte de R$ 3,8 milhões para Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande. A medida visa fortalecer a rede de atendimento e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.

O anúncio do repasse foi feito durante o 2º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS/MT), realizado na capital em março. O recurso foi oficializado por meio da resolução nº 48/03/25 CMS/VG, aprovada em reunião ordinária realizada em fevereiro deste ano. O montante, no valor de R$ 3,8 milhões, será destinado à aquisição de equipamentos para o Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande (PSHMVG) e para a Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa Figueiredo.

A secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon, celebrou a aprovação e destacou a importância do investimento para garantir melhores condições de atendimento e ampliação dos serviços. “Essa é mais uma conquista para a saúde de Várzea Grande. O aporte representa um avanço significativo aos usuários do SUS, proporcionando mais qualidade e segurança aos várzea-grandenses”, afirmou.

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Segundo a secretária, o valor de R$ 3,8 milhões faz parte de um montante maior, de R$ 5 milhões, anunciados pelo governo do Estado de Mato Grosso. Deste total, R$ 1,2 milhão está incluso equipamentos como arco cirúrgico e mesa cirúrgica. O restante será destinado a investimentos em infraestrutura, aquisição de outros equipamentos e reforço de insumos, além de apoiar ações estratégicas de combate às doenças e ao fortalecimento da Atenção Básica.

A secretária reforçou que esse investimento é fruto de um compromisso assumido pelo Estado de Mato Grosso, durante visita ao vice-governador Otaviano Pivetta e pelo secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo, em apoio à saúde de Várzea Grande.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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