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Carnaval exige atenção redobrada com a saúde, alertam especialistas

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Calor, consumo de álcool e esforço físico intenso aumentam os riscos durante o carnaval e exigem atenção redobrada dos foliões_

Com a chegada do carnaval, cresce também a necessidade de cuidados com a saúde. O calor intenso, o consumo de bebidas alcoólicas, longos períodos de exposição ao sol e a aglomeração de pessoas podem favorecer situações de risco, como desidratação, mal-estar, quedas e até emergências cardiovasculares. Em razão desses fatores, a Help Vida reforça a importância da prevenção e do acesso rápido ao atendimento de urgência.

De acordo com a diretora técnica da Help Vida, a médica cardiologista Ana Flávia Nasrala, alguns cuidados fazem toda a diferença para aproveitar a festa com segurança. “Manter-se bem hidratado, alimentar-se adequadamente e respeitar os limites do próprio corpo são atitudes fundamentais. O carnaval é um período de alegria, mas também exige atenção, principalmente de pessoas com doenças crônicas, como problemas cardíacos e hipertensão”, alerta.

A cardiologista também destaca que o consumo excessivo de álcool pode sobrecarregar o organismo e desencadear complicações. “O álcool favorece a desidratação e pode provocar alterações no ritmo cardíaco. Por isso, intercalar bebidas alcoólicas com água e evitar exageros é essencial para reduzir riscos”, orienta Ana Flávia.

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O médico socorrista da Help Vida, Felipe Simioni, chama a atenção para os atendimentos mais comuns registrados durante o período carnavalesco. “É frequente atendermos casos de desmaios, quedas, traumas leves, crises de ansiedade e mal súbito. Muitas dessas ocorrências estão associadas ao cansaço extremo, à falta de hidratação e ao uso excessivo de álcool”, explica.

Segundo Simioni, em emergências, a agilidade no socorro pode ser decisiva. “Ao perceber sinais como dor no peito, falta de ar, tontura intensa ou perda de consciência, é fundamental buscar ajuda imediata. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de evitar complicações graves”, reforça.

Diante dessa realidade, a Help Vida disponibiliza o Help Já, um serviço que garante atendimento pré-hospitalar rápido e eficiente, acionado de forma simples e ágil. Durante o carnaval, o serviço se torna ainda mais importante para quem participa de eventos, blocos e festas. “O Help Já foi criado para levar socorro imediato onde a pessoa estiver, oferecendo segurança e tranquilidade para quem quer aproveitar a folia sem descuidar da saúde”, destaca Ana Flávia Nasrala.

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Para curtir o carnaval de forma segura, os especialistas da Help Vida recomendam beber bastante água, usar protetor solar, alimentar-se bem, evitar longos períodos sem descanso e não ignorar sinais de que algo não vai bem com o corpo.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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