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Diretoria da Caixa de Assistência participa da solenidade e apresenta benefícios e estrutura de apoio aos novos advogados

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A Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT) participou da solenidade de entrega de carteiras realizada nesta terça-feira (10), na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), reforçando seu papel de acolhimento e suporte aos profissionais que iniciam a carreira na advocacia.

Estiveram presentes o presidente da Caixa de Assistência, Rodrigo Araújo, a vice-presidente Thaís Brazil e a diretora Roberta de Arruda. Durante o evento, a diretoria apresentou os serviços e benefícios oferecidos pela instituição, colocando a CAA/MTà disposição dos novos advogados desde o primeiro dia de atuação profissional.

Ao se dirigir aos novos inscritos, Rodrigo Araújo destacou o significado coletivo da conquista. “Quero começar parabenizando cada um de vocês e os familiares que estiveram ao lado nessa caminhada. Não há conquista sem renúncia. Este é um momento marcante, que representa não apenas a realização de um sonho, mas o início da construção do sustento de muitas famílias”, afirmou.

O presidente reforçou o compromisso da CAA/MT com o cuidado e a valorização da classe. “A Caixa de Assistência existe para cuidar do advogado e da advogada, para que possam exercer a profissão com dignidade, respeito e segurança. Colocamos a instituição à inteira disposição de vocês. Tenho amor à advocacia e é uma honra participar deste momento tão especial”, completou.

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Durante a solenidade, a CAA/MT também destacou os benefícios oferecidos aos novos profissionais. Além dos tokens, todos receberam gratuitamente certificado digital e fotografia profissional por meio do programa Retrato Jurídico. A iniciativa reúne tecnologia, fortalecimento da identidade profissional e segurança digital, contribuindo para uma atuação mais estruturada desde o início da carreira.

Encerrando a programação, a Caixa de Assistência promoveu um momento de integração no espaço Meu Escritório. O happy hour contou com música ao vivo, sorteio de brindes e um ambiente preparado para incentivar o networking entre os novos advogados. A proposta foi proporcionar acolhimento e estimular a construção de conexões profissionais já no primeiro dia como integrantes da advocacia mato-grossense.

Em sua fala, a vice-presidente Thaís Brazil ressaltou a importância da participação ativa dos profissionais na construção da instituição. “Sejam muito bem-vindos. A OAB-MT e a CAA/MT são construídas por todos nós. Ideias, sugestões e até críticas são fundamentais para que possamos evoluir. Queremos uma advocacia cada vez mais forte, protegida, segura e unida. Contem conosco nessa nova etapa”, afirmou.

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Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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