CUIABÁ

AGRO & NEGÓCIOS

Simulação de emergência zoossanitária em Mato Grosso é destaque nacional

Publicado em

Como o serviço veterinário deve agir em caso de uma emergência zoossanitária? Foi com esse objetivo que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado do Mato Grosso (Indea-MT), realizaram um exercício prático simulando um caso fictício de febre aftosa para preparar as equipes nas mais diversas situações, em caso de ocorrência de focos de uma doença emergencial no Brasil.

O treinamento, realizado no município de Juscimeira, no período de 30 de julho a 05 de agosto, envolveu mais de 236 pessoas e incluiu em sua parte teórica, além da febre aftosa, abordagens sobre a peste suína africana, peste suína clássica e influenza aviária.

“O exercício simulado teve como objetivo preparar os servidores para a organização da cadeia de comando e cumprimento dos protocolos que devem ser adotados em uma situação real de surgimento de um foco da doença, como: barreiras sanitárias, desinfecção de veículos e instalações, simulação de abate de animais e outras ações nas propriedades rurais”, explica o diretor de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

Leia Também:  Socorristas da BR-163/MT salvam dois bebês engasgados em duas semanas

Durante o treinamento, foi instalado um Centro de Operações de Emergência Zoossanitária para que os participantes do serviço veterinário oficial brasileiro praticassem a organização e os procedimentos técnicos como a vigilância e investigação clínica e epidemiológica, biossegurança, colheita e envio de amostras para diagnóstico laboratorial, eliminação de focos, limpeza e desinfecção de instalações e controle e inspeção do trânsito de veículos na região, assim como o uso de softwares para coleta e processamento de dados e gestão da informação. Também foram exercitadas atividades de planejamento, proposição de uma zona de contenção e atividades de comunicação de risco e educação em saúde animal.

Tendo em vista que o estado do Mato Grosso já se prepara para se tornar zona livre de febre aftosa sem vacinação, a atividade é uma das orientações contidas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA) para a retirada da vacina contra a doença.

Participaram da ação auditores fiscais federais agropecuários, médicos veterinários e técnicos dos órgãos estaduais de sanidade agropecuária das 27 unidades federativas, além de servidores da Defesa Civil, forças de segurança pública, Exército Brasileiro, representantes do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), do Servicio Nacional de Sanidad Agropecuaria e Inocuidad Alimentaria (SENASAG) da Bolívia, e do Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (SENACSA) do Paraguai.

Leia Também:  Sesc-MT publica edital para instituições sociais se credenciarem no Sesc Mesa Brasil 

Além do Mapa e Indea-MT, o exercício simulado recebeu o apoio do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), do Fundo de Sanidade e Desenvolvimento da Suinocultura Mato-Grossense (FSDS) e da Prefeitura Municipal de Juscimeira.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Projeto Caju beneficia mais de 100 produtores e distribui 10 mil mudas no semiárido cearense

Published

on

Em uma região onde a escassez de água impõe desafios à produção agrícola, encontrar culturas adaptadas às condições locais é um dos caminhos para ampliar as oportunidades de geração de renda no campo. É nesse cenário que o Projeto Caju, desenvolvido pelos Amigos do Bem, organização sem fins lucrativos, com apoio da AGCO Agriculture Foundation, fundação privada que tem como objetivo prevenir e combater a fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, atua no semiárido cearense. A iniciativa envolve 107 produtores em 15 comunidades, com a distribuição de 10 mil mudas de caju, capacitação técnica e acompanhamento para apoiar a implantação e o desenvolvimento dos pomares.

A escolha do caju considera as características da cultura, que apresenta adaptação ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade hídrica. A partir dessa característica, o projeto associa o cultivo ao conhecimento técnico e ao suporte aos agricultores, buscando contribuir para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura local.

Dos 107 produtores envolvidos, 63 receberam apoio direto com recursos da AGCO Agriculture Foundation. Entre os participantes, 64% são novos produtores, enquanto 36% já haviam sido apoiados pelo Projeto Caju.

“Os resultados mostram a importância de combinar recursos, conhecimento e acompanhamento técnico para criar oportunidades de desenvolvimento no campo. Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO América Latina.

“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade no semiárido mais populoso do mundo e um dos contextos mais desafiadores do Brasil: o sertão nordestino”, afirma Alceu Caldeira, Diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.

Leia Também:  Socorristas da BR-163/MT salvam dois bebês engasgados em duas semanas

 

Do conhecimento à prática

 

A capacitação é uma das principais frentes da iniciativa. Setenta produtores participaram de treinamento técnico sobre implantação e manejo dos pomares, com orientações sobre seleção de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, espaçamento, fertilização, manejo de plantas daninhas e poda de formação.O conhecimento também foi levado para o campo durante um dia de campo, que reuniu 34 produtores. A atividade permitiu demonstrar técnicas de plantio e manejo das mudas e criou um espaço para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão dos desafios encontrados nas propriedades.

A combinação entre acesso às mudas e orientação técnica é especialmente relevante em uma região sujeita a períodos prolongados de seca. O objetivo é apoiar os agricultores nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares e contribuir para que adotem práticas adequadas às características do solo, do clima e da cultura.

 

Investimento e acompanhamento

A Fundação AGCO destinou mais de R$ 100 mil ao projeto, recursos aplicados na produção das mudas, apoio aos pequenos produtores, capacitações, monitoramento e gestão da iniciativa.

Com a implantação dos pomares, o Projeto Caju avança para uma etapa de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores ao longo do ciclo produtivo.

Leia Também:  Publicada lei que institui o Programa de Aquisição de Alimentos

A programação inclui ainda novos treinamentos sobre pré-colheita e pós-colheita, com orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação dos produtores para as próximas etapas da produção.

O Projeto Caju integra a atuação dos Amigos do Bem no sertão nordestino. A organização atende cerca de 150 mil pessoas em 300 comunidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, com iniciativas nas áreas de educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.

 Sobre a Fundação AGCO

Fundada pela AGCO Corporation (NYSE: AGCO) em 2018, a AGCO Agriculture Foundation é uma fundação privada que tem como visão prevenir e aliviar a fome. A Fundação promove programas de impacto que apoiam a segurança alimentar, o desenvolvimento agrícola sustentável e constroem a infraestrutura agrícola necessária em comunidades rurais marginalizadas. A AAF está sediada em Vaduz, Liechtenstein e as operações são geridas em Duluth, Geórgia, EUA. Para mais informações, acesse https://www.agcofoundation.org/

 Sobre a ONG Amigos do Bem

Há mais de 30 anos, a instituição Amigos do Bem trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, uma das regiões mais carentes e isoladas do Brasil. Atende regularmente 150 mil pessoas em 300 povoados com projetos contínuos de educação, trabalho e renda, água, moradia e saúde. Com um Modelo de Desenvolvimento Social Sustentável e diversas iniciativas de impacto positivo, promove inclusão social e desenvolvimento local, contribuindo com 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para mais informações, acesse www.amigosdobem.org.

Flavia Amarante

Executiva de comunicação

Cel.: (16) 99792-2160

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA