CUIABÁ

SAÚDE

Socorristas da BR-163/MT salvam dois bebês engasgados em duas semanas

Publicado em

Uma pessoa é atendida a cada duas horas pelas equipes a serviço médico da Concessionária Rota do Oeste na BR-163/364 entre Itiquira e Sinop. Apenas no primeiro semestre de 2022, foram quase dois mil casos dentre mal-estar, partos, sintomas repentinos e outros quadros atendidos pelo sistema de atendimento pré-hospitalar móvel presente em todo o trecho sob concessão.

A gerente de Operações da Rota do Oeste, Bárbara Nathane, explica que qualquer usuário da BR-163/MT pode buscar os serviços oferecidos pela empresa. Todos os casos clínicos são avaliados e de acordo com cada quadro o usuário pode ser orientado a procurar a unidade de saúde adequada. em casos mais graves, os usuários são encaminhados à unidade de saúde. “Implantamos diversos serviços ao usuário ao longo da rodovia, como atendimento clínico, mecânico e salas de repouso nas SAUs, para atender as necessidades dos usuários.”, comenta. Os serviços operacionais são mantidos integralmente pela arrecadação nas praças de pedágio, sem custo adicional ao usuário.

O atendimento pré-hospitalar tem o propósito de oferecer um socorro emergencial aos motoristas que apresentam algum tipo de mal-estar, prezando pela segurança viária e o bem-estar dos usuários da rodovia. A gerente de Operações explica ainda que, como a empresa possui uma base de atendimento ao usuário a cada 50 quilômetros, muitas vezes os locais se tornam mais próximos das comunidades do que as unidades de saúde, então a população geral também acaba recorrendo aos socorristas da BR-163/MT em emergências. Foi o que aconteceu com as famílias de duas crianças este mês em Várzea Grande.

Dois casos semelhantes envolvendo bebês engasgados com leite materno foram atendidos no Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU 8), em Várzea Grande, no Trevo do Lagarto. Na noite de 2 de julho os pais do pequeno Bruno, com um mês de vida, foi até a base da Rota do Oeste procurar ajuda médica para o bebê que não estava conseguindo respirar. A mãe Ivonete Felix do Nascimento conta que havia amamentado a criança e guardava as compras do supermercado quando percebeu que o recém-nascido estava engasgado. Ela tentou realizar as manobras de desobstrução das vias aéreas, mas não conseguiu. Nesse momento, a família saiu em busca de socorro e em menos de dez minutos estava na base de atendimento, onde o socorrista Francisco Magalhães pegou a criança em seus braços e realizou as manobras necessárias para que Bruno voltasse a respirar.

Leia Também:  Advogados explicam gratuitamente sobre direitos do paciente de câncer

Dias depois, após Bruno ter passado algum tempo no hospital em observação, Ivonete retornou com o pequeno à SAU 8 para agradecer o atendimento. Mais tranquila e passado o susto, ela e seu marido reconhecem que os membros da equipe de socorro foram verdadeiros heróis que salvaram a vida do seu filho.

Já no dia 16 de julho a pequena Júlia, com apenas 28 dias de vida, passeava de carro com os pais próximo ao Trevo do Lagarto e também se engasgou com leite materno. A menina teve uma crise de tosse e ficou sem respirar. A mãe Rayanne Gonçalves Leite Oliveira conta que o marido é caminhoneiro e já conhecia os serviços oferecidos pela Concessionária, por isso foi até a SAU 8 para pedir por ajuda. Assim como no primeiro caso, foi o socorrista Francisco Magalhães que atendeu a recém-nascida e fez com que ela voltasse a respirar normalmente.

Após o atendimento na base, as crianças, acompanhadas de seus pais, foram encaminhadas pelas equipes da Rota do Oeste a unidades de saúde para acompanhamento médico especializado. Após o atendimento de Júlia, a equipe entrou em contato novamente em alguns dias para saber o atual estado de saúde da paciente e receber o retorno sobre os serviços prestados. Rayanne afirma que, para ela e o marido, que é usuário assíduo da BR-163, não apenas os socorristas que atenderam sua filha, como todos da Rota do Oeste são anjos na vida das pessoas.

Leia Também:  Carnaval: curta a folia com saúde

O socorrista envolvido nos dois casos, Francisco Magalhães, expressa gratidão em poder salvar mais uma vida a cada atendimento. Ele orienta que, em casos semelhantes aos apresentados, os pais mantenham a calma e tentem realizar a manobra de Heimlich, que consiste em colocar o bebê de bruços no antebraço, com a cabeça virada para baixo e dar cinco tapas leves nas costas, na altura do ombro para provocar o desengasgue. Porém, ambas as famílias agiram corretamente em procurar auxílio imediatamente.

Outros socorristas envolvidos nos salvamentos das crianças também merecem todo o reconhecimento pelo trabalho heróico. São eles: Jonata Consuelo, Thiago Deogado e Lucas Carneiro.

Estrutura de atendimento – A Concessionária Rota do Oeste oferece socorro clínico ao longo dos 850 quilômetros de rodovia sob concessão por meio das 18 SAUs e 18 ambulâncias, sendo cinco delas equipadas com UTI móvel para emergências. Nas bases de atendimento ao usuário, os motoristas e passageiros têm ainda acesso a socorro mecânico, banheiro, água, telefone e espaço para descanso.

Os atendimentos clínico e mecânico também podem ser acionados pelo 0800 065 0163.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Hospital Santa Rosa conquista o Selo Segurança do Paciente 2026 da Epimed e IBSP

Published

on

O Hospital Santa Rosa, integrante do Grupo Santa em Cuiabá (MT), conquistou, por mais um ano consecutivo, o Selo Segurança do Paciente 2026. Concedido anualmente pela Epimed Solutions em parceria com o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), o reconhecimento atesta o elevado padrão de maturidade assistencial e a eficiência da instituição mato-grossense no monitoramento, notificação, investigação e tratamento de incidentes e eventos adversos.

O selo é concedido exclusivamente a instituições de saúde que utilizam a plataforma Epimed Monitor Segurança do Paciente e mantêm desempenho consistente e transparente na gestão de riscos assistenciais, em conformidade com as recomendações da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 36/2013 da Anvisa.

A conquista do Hospital Santa Rosa soma-se ao desempenho do Grupo Santa na região Centro-Oeste, que também teve reconhecidos o Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS) e o Hospital Santa Lúcia Taguatinga (HSLT), no Distrito Federal; o Ânima Centro Hospitalar, em Anápolis (GO); e o Hospital do Coração, em Campo Grande (MS).

Para o diretor-geral do Hospital Santa Rosa, Dr. Cervantes Caporossi, a renovação do selo representa a consolidação de um trabalho construído diariamente pelas equipes da instituição.

“Esse reconhecimento demonstra que não apenas notificamos os incidentes, mas utilizamos essas informações de forma estruturada para aprender, revisar processos e tornar a assistência cada vez mais segura. Para os nossos pacientes, significa que existe um compromisso permanente com a prevenção de riscos, com a transparência e com a melhoria contínua”, afirma.

Leia Também:  Cuiabá e Curitiba fazem o duelo da Z4, hoje, no Couto Pereira

Métricas e gestão de riscos em Cuiabá

A manutenção do selo pelo Hospital Santa Rosa exige o cumprimento contínuo de metas operacionais e clínicas, mensuradas de maneira automatizada por indicadores da plataforma. Para assegurar a renovação em 2026, a unidade sustentou padrões de maturidade assistencial baseados em três critérios fundamentais:

● Classificação assertiva de eventos: percentual de notificações classificadas na categoria “Outra natureza” menor ou igual a 25%, demonstrando precisão no diagnóstico da causa raiz dos incidentes;
● Detecção precoce de inconformidades: tempo médio para identificação e registro do evento adverso menor ou igual a 7 dias;
● Agilidade na investigação: tempo médio para conclusão do processo de apuração e proposição de planos de ação corretivos menor ou igual a 45 dias.

A manutenção dessas métricas reflete uma cultura organizacional baseada na vigilância ativa e no aprendizado contínuo. A identificação de inconformidades permite revisar fluxos internos, estabelecer ações preventivas e implementar barreiras de proteção para reduzir a possibilidade de recorrência dos eventos.

Segundo Dr. Cervantes, um dos principais avanços está justamente na compreensão de que a notificação deve ser utilizada como ferramenta de aperfeiçoamento da assistência, e não como instrumento de responsabilização individual.

O uso da plataforma Epimed permite produzir informações confiáveis, identificar tendências e definir ações preventivas. Além disso, investimos continuamente na capacitação das equipes, na análise dos eventos, no acompanhamento de indicadores e no envolvimento das lideranças, para que a segurança esteja integrada à rotina assistencial e não seja apenas uma exigência de certificação”, explica.

Leia Também:  Carnaval: curta a folia com saúde

Na prática, essa cultura está presente desde a comunicação entre os profissionais até procedimentos rotineiros, como a dupla checagem de informações, a identificação correta dos pacientes e o estímulo para que colaboradores comuniquem situações de risco. Os incidentes identificados também são discutidos pelas equipes com foco no aprendizado e no aprimoramento dos processos.

Padronização assistencial e integração de rede

A certificação simultânea de várias unidades do Grupo Santa no Centro-Oeste evidencia a padronização das práticas de qualidade e segurança do paciente mantidas em diferentes níveis de complexidade. A integração dos sistemas de qualidade e a capacitação contínua das equipes multidisciplinares garantem que o mesmo rigor técnico seja aplicado em centros hospitalares de diferentes estados.

Para a diretora de Práticas Assistenciais do Grupo Santa, Rosana Schneider, o selo valida o empenho corporativo em transformar dados de qualidade em segurança real no leito. “Promovemos uma cultura que estimula a notificação transparente de incidentes para que cada ocorrência seja transformada em oportunidade de aprendizado e aprimoramento dos processos”, destaca. “Essa gestão orientada por indicadores consolida um ambiente hospitalar cada vez mais seguro e resolutivo para cada vida sob nossa responsabilidade.”

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA