CUIABÁ

AGRO & NEGÓCIOS

Classe agrícola de Canarana e região, conhecerão durante o evento deste ano em Mato Grosso, linha completa de distribuidores de arrasto 100% em aço inox

Publicado em

A Dinetec – Dia de Negócios e Tecnologia, realizada em Canarana-MT, de 10 a 12 de janeiro, abre o calendário de feiras agrícolas de 2024. Pelo terceiro ano consecutivo, a MP Agro Máquinas Agrícolas, com sede em Ibaté-SP, participa do evento junto a revenda Central Peças e Implementos, e leva a classe produtora um portfólio composto por equipamentos dotados de alta tecnologia com foco na distribuição de insumos. Nesta edição, com uma novidade, o distribuidor mecânico Nidus 12000.

O distribuidor Nidus 12000 tem capacidade de carga de 6m³, além de rodado tandem articulado. A faixa de aplicação é de até 36 metros, e assim como todos os equipamentos da MP Agro, é confeccionado 100% em aço inox. “O implemento possui um sistema de esteira em gaveta com guias internas em toda sua extensão. Isso garante constante alinhamento. Outro ponto interessante é que a dose de aplicação é mantida, independente da velocidade de deslocamento”, pontua Willian Sartori, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da MP Agro. Este distribuidor é indicado e foi desenvolvido com foco em produtores que buscam mais praticidade de operação, mas sem abrir mão de eficiência e resistência no campo.

Leia Também:  Senai e Sindalcool realizam o 9º Encontro Sucroenergético de MT

Outras opções de arrasto

Outro destaque da empresa na Dinetec deste ano será a Taurus 12000 para distribuição de fertilizantes e corretivos. O implemento é produzido 100% em aço inox, incluindo chassis e estrutura da esteira. Conforme relata Sartori, um dos grandes diferenciais está em sua qualidade de aplicação, garantindo confiabilidade para o produto, além de recursos que trazem mais conforto e segurança para o trabalho, como câmeras e sistema de iluminação.

Completando a linha, a Taurus Robust, distribuidor projetado para produtores mais exigentes em relação a produtividade, uma máquina que devido a sua alta capacidade de carga possibilita menos paradas para abastecimento, maior disponibilidade operacional e consequentemente melhor produtividade diária no campo. “Este tipo de implemento é indicado principalmente para quem quer economizar em hora/máquina”, reforça o profissional.

Falando em tecnologia, para garantir mais agilidade e precisão no uso do Taurus Robust, este já sai de fábrica com agricultura de precisão embarcada, permitindo realizar aplicações através de taxa variável e desligamento de seção.

A feira

A Dinetec tem como objetivo o fortalecimento da classe produtora mato-grossense, a fim de fomentar o desenvolvimento agrícola, proporcionar o contato entre as empresas e clientes, prospectar e findar negócios, de modo a aquecer a economia de Canarana e toda a região. O evento é uma iniciativa da empresa Meta Consultoria Agrícola, com apoio do Sindicato Rural de Canarana e da Prefeitura de Canarana – MT. Na 9ª edição do Dinetec em 2023, passaram pelo local 14.060 visitantes, sendo 5.200 de produtores rurais, que puderam conhecer mais de 125 estandes, com mais de 400 marcas. Além disso, conforme nota divulgada pela Meta, nos três dias de evento foram comercializados mais de 3,3 bilhões de reais em maquinários, insumos, sementes e tecnologias.

Leia Também:  IBGE: Mato Grosso lidera abate de bovinos

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Fórum das Cadeias Produtivas: investimentos em logística e fomento ao turismo são essenciais para Cuiabá

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA