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Municípios de MT relatam falta de medicamentos e insumos

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Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizada com 51 dos 141 municípios de Mato Grosso, mostra cenário de desabastecimento de medicamentos essenciais nas farmácias básicas municipais, além de alguns insumos ambulatoriais.

A maioria das gestões (39,2%) indicou que a falta dos produtos se dá entre 30 e 90 dias.

As prefeituras foram contatadas entre 25 de maio a 20 junho passado, período em que a central de pesquisas da CNM telefonou para cada município em busca do profissional responsável pela assistência farmacêutica.

No Estado, das 141 prefeituras, 51 (36,2%) responderam às perguntas da Confederação Nacional.

“Em 74,5% (38) dos municípios de Mato Grosso, ocorre falta de medicamentos do componente básico”, apontou a CNM.

Dentre os remédios elencados estão amoxilina, dipirona, dipirona injetável, prednisolona, azitromicina, ambroxol, entre outros.

A relação das cidades entrevistadas não foi divulgada. O levantamento revela ainda que 56,9% (29) dos municípios responderam que há falta de remédios do componente especializado.

Essa relação de produtos é recorrentemente comprada e distribuída pelos estados, ou seja, as secretarias estaduais de saúde aos municípios.

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Neste caso, as administrações municipais relatam a falta de noripurum 100mg, novamox 400 mg, infliximabe 100mg, amicacina, adalimumabe, deposteron 200 mg, tocilizumabe e leflunomida.

Mas, dependendo das características e morbidades presentes na população, esses medicamentos podem ser comprados diretamente pelas gestões municipais.

Dos 51 municípios, 54,9% (28) recorreram à compra direta como estratégia para abastecimento e/ou solução a curto prazo para o desabastecimento de medicamentos e insumos.

“Isso afeta as gestões pois, esse tipo de compra remete a realização de compras emergenciais”, informa a CNM.

Já a falta de insumos básicos médicos e ambulatórios foi reconhecida por 16 das prefeituras contatadas.

Esses produtos são exemplificados por gazes, seringas, agulhas, ataduras, que são materiais de uso e descarte que se relacionam com o cuidado de baixa complexidade, ou seja, bens de consumo do cotidiano das unidades de saúde.

Diante do cenário crônico de desabastecimento, a CNM indagou se os pacientes eram informados sobre o motivo ou sobre a situação da ausência de medicamentos e insumos.

Nesse quesito, 72,5% (37) dos municípios afirmam explicar às pessoas o motivo da falta de medicamentos e insumos e apenas 5,9% (3) não fazem essa comunicação.

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Os que não souberam responder a essa questão totalizaram 21,6% (11) dos respondentes.

Segundo a CNM, apenas sete municípios (13,7%) têm previsão de normalização dos estoques em até 30 dias e 7,8% (4) tem previsão de normalização em período acima de 30 dias.

Para a maioria (58,8%) ou 30 cidades, não há previsão de normalização. E, 10 (19,6%) não responderam.

Em nível nacional, o levantamento foi feito com 2.469 prefeituras.

No geral, a pesquisa constatou que mais de 80% dos gestores municipais relataram sofrer com a falta de remédios para atender a população.

Entre os motivos atribuídos para falta estão a guerra na Ucrânia, ao aumento dos custos de produção e a escassez de matéria-prima.

Contudo, o Ministério da Saúde (MS) garante atuar em conjunto com Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estados e municípios e representantes das indústrias farmacêuticas para enfrentamento ao desabastecimento de insumos hospitalares no país.

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CIDADES

Hospital Santa Rosa conquista o Selo Segurança do Paciente 2026 da Epimed e IBSP

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O Hospital Santa Rosa, integrante do Grupo Santa em Cuiabá (MT), conquistou, por mais um ano consecutivo, o Selo Segurança do Paciente 2026. Concedido anualmente pela Epimed Solutions em parceria com o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), o reconhecimento atesta o elevado padrão de maturidade assistencial e a eficiência da instituição mato-grossense no monitoramento, notificação, investigação e tratamento de incidentes e eventos adversos.

O selo é concedido exclusivamente a instituições de saúde que utilizam a plataforma Epimed Monitor Segurança do Paciente e mantêm desempenho consistente e transparente na gestão de riscos assistenciais, em conformidade com as recomendações da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 36/2013 da Anvisa.

A conquista do Hospital Santa Rosa soma-se ao desempenho do Grupo Santa na região Centro-Oeste, que também teve reconhecidos o Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS) e o Hospital Santa Lúcia Taguatinga (HSLT), no Distrito Federal; o Ânima Centro Hospitalar, em Anápolis (GO); e o Hospital do Coração, em Campo Grande (MS).

Para o diretor-geral do Hospital Santa Rosa, Dr. Cervantes Caporossi, a renovação do selo representa a consolidação de um trabalho construído diariamente pelas equipes da instituição.

“Esse reconhecimento demonstra que não apenas notificamos os incidentes, mas utilizamos essas informações de forma estruturada para aprender, revisar processos e tornar a assistência cada vez mais segura. Para os nossos pacientes, significa que existe um compromisso permanente com a prevenção de riscos, com a transparência e com a melhoria contínua”, afirma.

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Métricas e gestão de riscos em Cuiabá

A manutenção do selo pelo Hospital Santa Rosa exige o cumprimento contínuo de metas operacionais e clínicas, mensuradas de maneira automatizada por indicadores da plataforma. Para assegurar a renovação em 2026, a unidade sustentou padrões de maturidade assistencial baseados em três critérios fundamentais:

● Classificação assertiva de eventos: percentual de notificações classificadas na categoria “Outra natureza” menor ou igual a 25%, demonstrando precisão no diagnóstico da causa raiz dos incidentes;
● Detecção precoce de inconformidades: tempo médio para identificação e registro do evento adverso menor ou igual a 7 dias;
● Agilidade na investigação: tempo médio para conclusão do processo de apuração e proposição de planos de ação corretivos menor ou igual a 45 dias.

A manutenção dessas métricas reflete uma cultura organizacional baseada na vigilância ativa e no aprendizado contínuo. A identificação de inconformidades permite revisar fluxos internos, estabelecer ações preventivas e implementar barreiras de proteção para reduzir a possibilidade de recorrência dos eventos.

Segundo Dr. Cervantes, um dos principais avanços está justamente na compreensão de que a notificação deve ser utilizada como ferramenta de aperfeiçoamento da assistência, e não como instrumento de responsabilização individual.

O uso da plataforma Epimed permite produzir informações confiáveis, identificar tendências e definir ações preventivas. Além disso, investimos continuamente na capacitação das equipes, na análise dos eventos, no acompanhamento de indicadores e no envolvimento das lideranças, para que a segurança esteja integrada à rotina assistencial e não seja apenas uma exigência de certificação”, explica.

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Na prática, essa cultura está presente desde a comunicação entre os profissionais até procedimentos rotineiros, como a dupla checagem de informações, a identificação correta dos pacientes e o estímulo para que colaboradores comuniquem situações de risco. Os incidentes identificados também são discutidos pelas equipes com foco no aprendizado e no aprimoramento dos processos.

Padronização assistencial e integração de rede

A certificação simultânea de várias unidades do Grupo Santa no Centro-Oeste evidencia a padronização das práticas de qualidade e segurança do paciente mantidas em diferentes níveis de complexidade. A integração dos sistemas de qualidade e a capacitação contínua das equipes multidisciplinares garantem que o mesmo rigor técnico seja aplicado em centros hospitalares de diferentes estados.

Para a diretora de Práticas Assistenciais do Grupo Santa, Rosana Schneider, o selo valida o empenho corporativo em transformar dados de qualidade em segurança real no leito. “Promovemos uma cultura que estimula a notificação transparente de incidentes para que cada ocorrência seja transformada em oportunidade de aprendizado e aprimoramento dos processos”, destaca. “Essa gestão orientada por indicadores consolida um ambiente hospitalar cada vez mais seguro e resolutivo para cada vida sob nossa responsabilidade.”

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