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SAÚDE

Casos de dengue aumentam 26,4% no primeiro semestre, em Cuiabá

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Cuiabá teve crescimento no primeiro semestre do número de casos de dengue, conforme a Coordenadoria Técnica de Vigilância em Saúde. De janeiro a junho de 2022 foram registrados 564 casos confirmados de dengue no município. No mesmo período de 2021, foram 446 casos confirmados, o que representa um aumento de 26,4%.

De acordo com o responsável técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Daniel Silveira Cintra, a conscientização da população é de primordial importância para que os números de notificações diminuam, já que o período chuvoso se aproxima.

“O mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e outras doenças, infelizmente ainda é encontrado em todos os bairros da capital, mas principalmente naqueles mais afastados do centro da cidade”, pontuou Cintra.

Ainda conforme Cintra, diversas ações estão sendo desenvolvidas pelo CCZ para combater a proliferação dos mosquitos na capital. “Nossos agentes visitam quinzenalmente os locais com possível concentração de criadouros do Aedes, como é o caso das borracharias, estacionamentos de carros, sucatões e cemitérios, e caso venham a dar positivo na coleta das larvas, recebem um veneno orgânico”, explicou Daniel.

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Dados divulgados no LIRAa (Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypt) de 2022 apontam os bairros com maior quantidade de larvas do mosquito: Jardim Liberdade, Jardim Fortaleza, Assentamento Mirante do Parque, St. Laura 2, Residencial Aricá, Santa Laura 1, Manduri. São Sebastião. Residencial Avelino, L. Barros, Pascoal Ramos, Residencial Nilce P. Barros. Residencial Alice Novack, Rec. Do Sol, Res. Belita Costa Marques, Residencial Salvador Costa Marques, Cond. Mr.Rondon e Residencial Águas Claras.

FIQUE ATENTO – Combater a dengue não tem segredo. O combate do mosquito é feito com o manejo do ambiente, com a remoção de tudo o que acumule água, como fechar as caixas d’água, manter a limpeza dos pratos de plantas, virar as garrafas para baixo e criar uma rotina de prevenção.

Para denunciar situações basta entrar em contato com a CCZ em horário comercial, de segunda a sexta-feira, através do telefone: (65) 3617-1680.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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