CUIABÁ

NPC vai fortalecer as pesquisas tanto dos servidores quantos das universidades

Sesp-MT cria núcleo para fortalecimento de pesquisas científicas de segurança pública

Publicado em

Os servidores e as universidades terão uma nova ferramenta de apoio em suas pesquisas científicas realizadas no âmbito da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). O Núcleo Pesquisa Científica (NPC) será o elo e foi apresentado durante o 1º Encontro de Socialização do Conhecimento Científico e Boas Práticas em Segurança Pública realizado nesta quinta-feira (15.12), em Cuiabá.

Responsável pelo NPC, Uelinton Peres de Souza disse que chegou para apoiar as pesquisas realizadas desde o processo de levantamento das informações até a publicação. “Nós vamos dar um trato científico daquilo que está sendo pesquisado dentro da Sesp, pois temos diversos estudos parados, que agora podemos dar apoio para publicação”, explicou.

A coordenadora de Aplicação, Desenvolvimento, Saúde e Segurança da Superintendência de Gestão de Pessoas da Sesp-MT, psicóloga Mônica Rodrigues de Sousa, destacou que o NPC vai fortalecer as pesquisas tanto dos servidores quantos das universidades e que a própria secretaria será beneficiada com os resultados das pesquisas científicas.

Leia Também:  Educação, saúde, segurança e direitos humanos norteiam trabalho do Núcleo Social

“O NPC também será responsável por dar suporte às universidades que irão fazer estudos no âmbito da secretaria e que posteriormente podem ser utilizadas por gestores para melhorias dos serviços prestados, aos servidores, da população em geral e população privada de liberdade”, destacou a coordenadora.

Durante o evento foram apresentadas mais de 10 pesquisas de mestrado e doutorado realizadas por servidores da segurança pública nos últimos anos e que apresentam boas práticas. Dentre os estudos apresentados estão os relacionados à saúde dos servidores, comportamento e violência doméstica; e a iniciativa da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que reduziu de 45 para 17 dias o prazo de entrega de carteira de identidades no interior do estado. Outra pesquisa está relacionada ao uso da cúrcuma no tratamento dentário dos reeducandos da Penitenciária Central de Cuiabá.

Também o projeto do Sistema Socioeducativo que transformou a realidade dos adolescentes em conflito com a lei, que tiveram a oportunidade de ir ao cinema, estádio de futebol, teatro além de outros ambientes que eles não esperavam conhecer durante a internação no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Cuiabá.

Leia Também:  Estudantes da rede pública municipal de Educação estão entre os vencedores da etapa estadual do Prêmio MPT na Escola

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

Published

on

O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

Leia Também:  Polícia Militar lamenta falecimento da senhora Aleida Mattos do Nascimento

Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA