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Coronel Fernanda, diz em entrevista, que a sensação é de que Paccola agiu de forma precipitada

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A pré-candidata a deputada federal, Coronel Fernanda (PL), avaliou na noite desta segunda-feira (11), que a ação do vereador Tenente Paccola (Republicanos), que resultou na morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, a princípio, foi precipitada.

Segundo ela, somente a conclusão do inquérito policial poderá sanar todas as dúvidas sobre o caso.

“Pelas imagens, a gente fica com uma sensação de que houve, a princípio uma ação precipitada por parte do coronel Paccola e que eu acredito que somente no inquérito, o delegado responsável, que é um crime comum, vai nos tirar todas a dúvidas. Como ocorreu? Porque ocorreu? Quando ocorreu? e os motivos que levaram a tudo isso”, disse ela.

A coronel se solidarizou com Paccola e lamentou a morte do agente, argumentando que nenhuma pessoa entra na Polícia Militar com o “desejo” de cometer esse tipo ação.

“Eu fico triste com uma situação dessas, eu conheço Paccola, eu sei do seu caráter, da sua capacidade, da sua postura como cidadão. E o Alexandre também que é servidor da segurança pública, tem uma história, representa muito bem uma categoria, e que é uma fatalidade esse fato, que nos deixa muito triste. Não é isso que nós queremos, nós não estamos na Instituição [como] policial militar ou até mesmo cidadão, para promover um erro desse”, disse ela.

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Por fim, reiterou que se Paccola for considerado culpado pelo inquérito, deverá pagar pelo crime.

“Eu creio que o inquérito vai deixar claro todos fatos e que se houver culpa, o coronel Paccola vai responder por isso. […] Eu creio que a verdade vai vir à tona e eu tenho certeza que o coronel não era isso que ele queria ter feito. É muito complicado você dizer se ele agiu com dolo [intenção] ou não. Só o inquérito vai nos deixar mais claro”, declarou Fernanda.

 

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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