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Servidores recém-empossados propõem projeto “Programa de Ambientações e Comandos”

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Na manhã de sexta-feira (09), servidores lotados na Superintendência da PRF em Mato Grosso realizaram uma reunião para apresentar a proposta do Programa de Ambientações e Comandos.

O projeto, que tem previsão de ser iniciado em 2023, conta com uma equipe que atua em diversos setores da sede regional e tem por objetivo prover, manter e atualizar os conhecimentos de policiais dedicados às atividades administrativas.

A iniciativa busca desenvolver atividades com auxílio de servidores que estão atuando há mais tempo e que possuem expertise em diversos tipos de fiscalizações.

O projeto teve grande aceitação por parte dos servidores e contou com a contribuição de servidores mais experientes que se dispuseram a auxiliar na viabilização da iniciativa.

Nos próximos dias, a equipe elaboradora do projeto planeja apresentar a proposta ao Superintendente Francisco Élcio e ao Colegiado da PRF. Uma vez aceito, a iniciativa será inserida como Plano Setorial de Operações e Inteligência na atualização do Plano Tático Regional do triênio de 2021 a 2023.

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Fonte: PRF MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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