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Polícia Civil intensifica o combate à criminalidade e apreende arma de fogo, drogas e dinheiro em Rondonópolis

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Mais dois traficantes que vinham agindo em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) foram presos pela Polícia civil, na tarde desta quarta-feira (06.07), durante ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município.

Os jovens, de 19 e 22 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Na posse dos suspeitos foram apreendidas porções de entorpecentes e mais de R$ 800 em notas trocadas oriundo da prática criminosa.

Durante diligências de combate ao tráfico na região conhecida como “Faixa de Gaza” ou “Cracolândia”, os policiais civis abordaram os dois envolvidos na posse dos materiais ilícitos, como maconha e pasta base de cocaína, além da quantia em dinheiro.

De acordo com o delegado titular da Derf de Rondonópolis, Santiago Rozendo Sanches e Silva, o objetivo é pacificar o local, repreendendo o tráfico e a permanência de usuários naquele local, trazendo a sensação de segurança aos moradores, comerciantes e transeuntes que circulam naquela via

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Outra Ação

Na manhã de quarta-feira (06.07) a Derf de Rondonópolis apreendeu uma arma de fogo e mais sete munições, durante ação de repressão aos crimes patrimoniais e ao tráfico ilícito de drogas.

Um homem de 33 anos foi preso por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, bem como estava com a prisão em aberta, expedida pela 1ª Vara Criminal da Comarca local pelo crime de maus tratos infantil.

O suspeito que possui passagem também por homicídio, foi localizado pelos policiais civis em uma residência no Loteamento Rosa Bororo, na posse de um revólver calibre 38 municiado.

Ele foi conduzido, interrogado, autuado em flagrante e posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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