CUIABÁ

60 ATENDIMENTOS MÉDICOS

Evento social oportunizou 60 atendimentos médicos e a emissão de 30 carteiras de identidade, além de palestras e outras atividades de cidadania

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Mais de 600 pessoas participaram do Projeto Ação Integrada e Cidadania, realizado durante todo o dia de sexta-feira (31.03), no Pontal do Marape, zona rural de Nova Mutum (242 km ao médio-norte de Cuiabá).

O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Coordenadoria Estadual de Polícia Comunitária (CEPC), com a Federação dos Conselhos Comunitários (Feconseg) e da Comunidade de Assentamento.

A ação social garantiu a emissão de 30 carteiras de identidade e 60 atendimentos médicos à comunidade de pequenos produtores e trabalhadores de propriedades rurais. Também foram realizadas palestras direcionadas aos cerca de 250 alunos da Escola Municipal do Campo Jorge Carlos Ferreira e comunidade sobre prevenção às drogas, cidadania, ética, moral e segurança pessoal, violência doméstica e conflitos x bullying.

Os temas foram abordados pelas equipes da Polícia Comunitária, da Polícia Militar, Exército Brasileiro, Politec, Federação dos Conselhos de Segurança Pública, Lyons Clube, entre outros órgãos parceiros.

De acordo com o coordenador Estadual de Polícia Comunitária, tenente-coronel Sebastião Carlos Rodrigues da Silva, o evento aconteceu dentro do planejado. Ele explica que o Projeto Comunidade Integrada busca aproximar as forças de segurança com a sociedade civil organizada, sobretudo nos lugares que possuem maior vulnerabilidade social.

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A finalidade é promover ações sociais destinadas ao atendimento do público infanto-juvenil escolar e a comunidade de bairros, com foco na prevenção da violência e criminalidade.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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