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PRF apreende mais de 100 kg de drogas nas rodovias federais do estado de Mato Grosso

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A primeira ocorrência aconteceu na cidade de Primavera do Leste, quando uma equipe da PRF foi informada de que um condutor de uma pickup estaria aparentemente embriagado e realizando manobras perigosas na via, colocando em risco os demais motoristas e transeuntes que ali passavam.

Foi informado ainda, que o motorista do veículo teria parado em um posto de combustíveis na proximidade para abastecer. Ao localizá-lo, o condutor foi questionado, porém não sabia informar o motivo nem o destino de sua viagem, além de demonstrar muito incomodo com a presença policial.

Diante da situação, foi realizada uma verificação no veículo, sendo encontrado um compartimento incomum atrás dos bancos do veículo e dentro foram localizados 58 tabletes de drogas, um total de 43,9 kg de pasta base de cocaína e 16,9 kg de cloridrato de cocaína.

A segunda situação aconteceu na BR 364, no município de Rondonópolis/MT, quando uma carreta foi parada para fiscalização. Durante a abordagem, o condutor do veículo informou que estava vazio e que carregaria em uma empresa na qual já teria feito o agendamento da carga, porém não sabia informar ao certo os dados, além de que não tinha realizado o cadastro na tal empresa.

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Questionado sobre a viagem, o motorista do veículo a todo momento entrava em contradição e demonstrava demasiado nervosismo e inquietação com a fiscalização policial, motivo esse que causou estranheza à equipe.

Devido a isso, foi realizada uma verificação no veículo com o auxílio do cão farejador da PRF (Rango), o qual indicou a presença de alguma substância entorpecente dentro da cabine do caminhão. Diante da situação, os policiais, com autorização do proprietário, entraram na cabine e realizaram uma busca veicular, encontrando, abaixo da cama do motorista, duas bolsas contendo 43 tabletes de drogas, totalizando 35 kg de pasta base de cocaína e 08 kg de cloridrato de cocaína.

Indagado sobre o ilícito, o homem afirmou que realmente era droga e relatou ainda que pegou o conteúdo na cidade de Pontes e Lacerda/MT e entregaria no estado de Goiás.

Diante dos fatos, os dois homens foram detidos, a princípio, pelo crime de tráfico de drogas, sendo encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária para os procedimentos legais cabíveis para os casos.

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Fonte: PRF MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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