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Polícia Militar prende homem com 194 porções de drogas em Várzea Grande

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Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam em flagrante um homem de 29 anos por tráfico ilícito de drogas, na noite desta sexta-feira (15.07), em Várzea Grande. Com o suspeito foram apreendidas 194 porções de substâncias análogas a maconha e pasta base de cocaína.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 20h50, durante patrulhamento pelo bairro Santa Isabel, a equipe da Força Tática flagrou o momento em que um suspeito entregava algum objeto para outro homem.

Ao visualizarem a viatura policial, os dois homens empreenderam fuga em direções opostas. Foi realizado acompanhamento ao homem que teria entregue o objeto, sendo o suspeito detido rapidamente pelos PMs.

Em revista pessoal, foram localizadas 30 porções de maconha e 10 porções de pasta base com o suspeito. Questionado sobre o material ilícito, o criminoso disse que comercializava as drogas e que teria mais entorpecentes enterrados em sua residência.

Os policiais militares se deslocaram ao endereço do suspeito e desenterraram as drogas no local indicado.

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Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Central de Flagrantes, com o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.

Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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