CUIABÁ

INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil já requereu as perícias necessárias e ouve testemunhas para elucidar o caso

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Uma explosão em um mercado de Rondonópolis (MT) deixou pelo menos três pessoas feridas, sendo dois adultos e uma criança. Uma câmera de segurança registrou o momento da explosão, onde parte do forro do teto foi atingido e uma enorme fumaça se formou no local, causando tumulto. A criança foi levada ao hospital com lesões graves nas mãos, no rosto e no abdômen. A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou as investigações para apurar a ocorrência de uma explosão em um supermercado de Rondonópolis, na noite de terça-feira (04.04).

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, reforça que equipes especializadas da instituição foram encaminhadas a Rondonópolis para reforçar a Delegacia Regional na investigação.

As apurações preliminares apontam indícios de crime. A Polícia Civil já requereu as perícias necessárias, que serão realizadas pela Politec-MT e pessoas estão sendo ouvidas, tanto funcionários quanto clientes do estabelecimento comercial.

A explosão ocorreu na noite de ontem, em um supermercado localizado na Vila Operária. A equipe plantonista da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada por volta das 19 horas com o relato da explosão e seguiu para no local para análise dos fatos.

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O Corpo de Bombeiros esteve no local e fez a contenção da fumaça que se espalhou com a explosão.

O delegado regional de Rondonópolis, Thiago Garcia Damasceno pontua que todas as informações estão sendo averiguadas a fim de esclarecer o fato e a motivação. “A apuração está sob sigilo. Não podemos passar outras informações a fim de não comprometer o andamento da investigação”, afirmou o delegado Thiago.

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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