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Polícia Civil já requereu as perícias necessárias e ouve testemunhas para elucidar o caso

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Uma explosão em um mercado de Rondonópolis (MT) deixou pelo menos três pessoas feridas, sendo dois adultos e uma criança. Uma câmera de segurança registrou o momento da explosão, onde parte do forro do teto foi atingido e uma enorme fumaça se formou no local, causando tumulto. A criança foi levada ao hospital com lesões graves nas mãos, no rosto e no abdômen. A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou as investigações para apurar a ocorrência de uma explosão em um supermercado de Rondonópolis, na noite de terça-feira (04.04).

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, reforça que equipes especializadas da instituição foram encaminhadas a Rondonópolis para reforçar a Delegacia Regional na investigação.

As apurações preliminares apontam indícios de crime. A Polícia Civil já requereu as perícias necessárias, que serão realizadas pela Politec-MT e pessoas estão sendo ouvidas, tanto funcionários quanto clientes do estabelecimento comercial.

A explosão ocorreu na noite de ontem, em um supermercado localizado na Vila Operária. A equipe plantonista da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada por volta das 19 horas com o relato da explosão e seguiu para no local para análise dos fatos.

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O Corpo de Bombeiros esteve no local e fez a contenção da fumaça que se espalhou com a explosão.

O delegado regional de Rondonópolis, Thiago Garcia Damasceno pontua que todas as informações estão sendo averiguadas a fim de esclarecer o fato e a motivação. “A apuração está sob sigilo. Não podemos passar outras informações a fim de não comprometer o andamento da investigação”, afirmou o delegado Thiago.

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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