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Polícia Civil recupera valor subtraído de vítima em golpe de falso médico

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A Polícia Civil, por meio da delegacia de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, recuperou na sexta-feira (02.12) mais de R$ 4,6 mil, subtraídos de uma vítima no golpe do “falso médico”. O golpista entrou em contato com a filha de um paciente em tratamento em um hospital da Capital, se passando por médico, para solicitar valores para realização de novos exames.

As investigações iniciaram após a vítima procurar a Delegacia de Estelionato, relatando que o seu pai está internado na UTI de um hospital de Cuiabá e que na quinta-feira (01), recebeu uma ligação de uma pessoa, que se apresentou como médico e disse que havia descoberto o motivo da piora do paciente, mas que para comprovar seria necessário a realização de exames complementares.

Acreditando falar com um médico, a vítima fez a transferência do valor solicitado via pix, quando novamente o golpista entrou em contato, dizendo que havia passado o valor errado e pedindo uma nova transferência. O suspeito ainda disse que o valor seria ressarcido à vítima e pediu seus dados pessoais para estorno posterior.

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Após realizadas as transferências, o suspeito apagou todas as mensagens e bloqueou a vítima. Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da Delegacia de Estelionato entrou em contato com o setor antifraudes de duas agências bancárias, conseguindo o bloqueio do valor de R$ 4.662 subtraídos da vítima. O valor será restituído após algumas providências de praxe junto aos bancos.

Segundo o delegado que atuou na ação, Pablo Carneiro, as investigações seguem em andamento em inquérito policial instaurado na Delegacia de Estelionato com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos no crime.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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