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Polícia Civil participa da 3ª edição de ação social realizada para 1,7 mil crianças em Água Boa

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A Polícia Civil do município de Água Boa, região leste do Estado, em conjunto com a Coordenadoria de Polícia Comunitária, participaram da 3ª edição do projeto “Dia da Criança Solidário”, realizada na quarta-feira (12.10).

Com o tema “Dia do Circo”, neste ano o evento reuniu cerca de 1,7 mil alunos de várias escolas públicas. Além de contemplá-los com um dia repleto de alegria e diversão, a ação teve como objetivo trazer uma nova perspectiva de vida para as crianças.

O público infantil assistiu a apresentação circense, com participação especial do Corpo Circense Basileu de França de Goiânia, bem como se divertiu com a presença do mascote Bom Dog, do programa da Polícia Civil “De Cara Limpa Contra as Drogas”.

O evento realizado por meio da integração, possibilitou a distribuição de 2,5 mil brinquedos, no sorteio de bicicletas, entre outras atividades como brinquedos infláveis, tirolesa, pintura no rosto, lanches, doces e guloseimas.

A 3ª edição do projeto “Dia da Criança Solidário” contou com a participação de mais de 130 colaboradores, e através dos recursos arrecadados das doações, foi possível a realização de uma ação grandiosa e que ultrapassou os objetivos.

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O delegado da Delegacia de Água Boa, Matheus Soares Augusto, enalteceu o trabalho voluntário dos policiais civis, Wandervaney, Maria Juliana, Dionesson e Dheynny, que estiveram à frente do projeto.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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