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Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreende drogas e dinheiro em Tangará da Serra

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A Polícia Civil de Tangará da Serra (239 km a médio norte de Cuiabá) apreendeu, na manhã deste domingo (24.07), uma grande quantidade de entorpecente e dinheiro, e prendeu um jovem, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão.

A ação foi realizada pela equipe da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra. O suspeito de 21 anos foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e receptação. A ordem judicial, de busca e apreensão domiciliar, expedida pela Justiça, tinha como endereço no bairro Jardim Eldorado, usado para o comércio de substâncias ilícitas.

No local, foram encontradas 29 porções de cloridrato de cocaína, dois tabletes e 29 porções de maconha, mais de R$ 1,3 mil em dinheiro e um celular smartphone, modelo S10, com registro de roubo em julho de 2020.

O morador da residência foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia, interrogado e autuado pelo crime de tráfico de drogas. Após a confecção dos autos, o preso foi colocado à disposição do Poder Judiciário.

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Conforme o delegado Adil Pinheiro de Paula, a ação ocorreu graças a populares que notaram o tráfico e denunciaram pelo telefone 197. 

“Após diligências para apurar a denúncia, a Polícia Civil, por meio da Divisão de Repreensão a Entorpecentes, representou pelo pedido de busca e apreensão, deferido pelo juízo”, destacou o delegado.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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