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A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher alcançou 98% dos procedimentos finalizados, com autoria identificada e indiciamento dos agressores

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A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), fechou o mês de fevereiro, com a remessa histórica de 82 inquéritos policiais concluídos e encaminhados ao Poder Judiciário.
O número resultou em 98% dos procedimentos finalizados, com autoria identificada, e indiciamento dos agressores de crimes de violência doméstica e familiar.
O trabalho realizado pela equipe da DEDM de Barra do Garças reflete a dedicação e empenho com a meta interna, em concluir mais inquéritos do que instaurar. Em fevereiro deste ano foram instaurados 23 inquéritos policiais.
A delegada Luciana Canaverde destaca que o resultado é motivo de orgulho para toda a equipe, comprometida na busca do acolhimento e aumento da sensação de segurança das mulheres em situação de violência doméstica.
“Essa quantidade de inquéritos conclusos é um marco para a Polícia Civil, pois fevereiro é o mês com menor quantidade de dias úteis, haja vista o recesso prolongado do feriado de carnaval”, lembrou ela.
Conforme a delegada, todos os servidores devem ser reconhecidos pelo esforço na concretização do direito às mulheres em situação de violência doméstica.
“São vítimas que procuram a unidade policial especializada e podem se sentir cada vez mais confiantes em denunciar os diversos atos violentos aos quais são submetidas, pois encontrarão conforto e a certeza de que atuação desses valorosos policiais civis não parará até a conclusão da investigação e remessa a Justiça”, finaliza Luciana.
Neste mês de março, está sendo realizada em âmbito nacional a Operação Átria, do Ministério da Justiça com as Polícias Civis, focada em coibir crimes de violência contra a mulher, principalmente a doméstica e familiar, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e temporária, apreensões de armas e resgate e acolhimento de vítimas.
A operação  também engloba ações preventivas, com palestras, cursos, orientações e outras ações pedagógicas buscando a conscientização sobre o ciclo de violência e prevenir a elevação dos números de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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