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PM resgata três crianças em situação de vulnerabilidade e prende trio por associação ao tráfico

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A Polícia Militar de Cáceres prendeu, nesta segunda-feira (11.07), três pessoas por associação ao tráfico de drogas e abandono de incapaz, no bairro Jardim Imperial. 
 
Os militares resgataram três crianças, sendo uma de três meses, e as outras de sete e doze anos, que estavam sozinhas na residência. Os policias apreenderam ainda mais de R$ 6,8 mil em espécie. 
 
Segundo informações do boletim de ocorrência, durante patrulhamento de rotina, os militares foram informados que haviam três pessoas em um veículo Gol, cobrando dívidas supostamente de tráfico de entorpecentes na região. 
 
Diante das informações, rapidamente os policiais se deslocaram até a rua Barcelona e encontraram um veículo com as mesmas características. Durante abordagem, os policiais localizaram R$ 4.697,00 em espécie com um casal, que estava no banco de trás do veículo. 
 
Questionado sobre a origem do dinheiro e se havia mais recursos oriundos do tráfico, eles relataram que na casa em que moravam tinha mais R$ 2.160,00 mil. O casal ressaltou ainda que na residência estavam duas crianças, sendo uma de doze e outra de sete anos, cuidando de um bebê de apenas três meses. 
 
Os policiais então acionaram o Conselho Tutelar e se deslocaram até a residência. Chegando no local, constataram que as vítimas menores de idade estavam em visível estado de vulnerabilidade. 
 
Os suspeitos, as vítimas e o dinheiro apreendido foram encaminhados à Delegacia Especial de Fronteira (Defron) para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer. 

Fonte: PM MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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