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Menor investigado por tráfico de drogas é apreendido com arma e munições em Tapurah

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Um adolescente suspeito de envolvimento com tráfico de drogas no município de Tapurah (433 km a Médio-Norte de Cuiabá) foi apreendido pela Polícia Civil, na segunda-feira (21.11), após ser flagrado em posse de armas de munições.  O adolescente de 17 anos foi autuado pelo ato infracional de posse ilegal de arma de fogo e munições. 

A equipe de policiais da Delegacia de Tapurah realizava monitoramento de uma residência, apontado como ponto de venda de drogas no município, quando percebeu a movimentação suspeita do adolescente, que constantemente saia da casa para fazer entregas para pessoas que passavam rapidamente pelo local. 

Diante das fundadas suspeitas, os policiais decidiram realizar a abordagem do menor, que ao perceber a presença da equipe imediatamente quebrou o celular, com o fim de esconder possíveis provas contra ele, além de tentar resistir a apreensão. 

Após a chegada dos pais do adolescente, eles autorizaram buscas no quarto do menor, onde foi localizada uma arma de fogo, tipo revólver calibre 38, carregado com seis munições, além de mais sete munições que estavam em um saco plástico. 

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Diante dos fatos, o menor infrator foi conduzido à Delegacia de Tapurah, onde após ser ouvido em declarações foi autuado pelo ato infracional de posse ilegal de arma de fogo e munições. 

Segundo o delegado de Tapurah, Guilherme Pompeo, a arma de fogo apreendida com o adolescente pode ter sido utilizada em crimes contra a vida, praticados a mando de facção criminosa. “As investigações seguem em andamento para identificar outros atos infracionais praticados pelo menor, assim como possíveis comparsas do adolescente”, disse o delegado.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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