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Jovem traficante é preso pela Polícia Civil na posse de droga e grande quantia em dinheiro

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Um homem investigado por envolvimento na venda de entorpecentes no município de Tangará da Serra (239 km a médio norte de Cuiabá), foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na tarde de segunda-feira (12.12).

A ação deflagrada para cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar, resultou também na apreensão de porções de pasta base de cocaína, munições calibre 38, celulares e na quantia de R$ 2,9 mil em dinheiro.

Com diversas passagens criminais, o suspeito de 24 anos, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Nas diligências para desarticular pontos de tráfico na região, os policiais civis identificaram uma casa no bairro Residencial Valência II, usada para atividade ilícita. Com base nos indícios, foi representado pelo pedido de busca, deferido pela Justiça.

Diante da ordem judicial expedida a equipe foi até o endereço alvo, onde localizaram quatro porções de pasta base de cocaína de diferentes tamanhos, seis munições de calibre 38, além da quantia de R$ 2,9 mil e outros objetos.

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Ao ser abordado no imóvel, o jovem assumiu atuar como traficante, bem como alegou que as munições de arma de fogo também eram comercializadas. Em seguida ele foi conduzido para as providências cabíveis.

O suspeito foi interrogado e autuado em flagrante delito. Após a confecção dos autos, o preso foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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