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Autor de diversos furtos é preso em flagrante com objetos levados de órgão público e comércio

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Uma ação realizada em conjunto entre as polícias Civil e Militar, em Paranaíta, no norte do estado, resultou na prisão em flagrante, nesta segunda-feira (19.09), do autor de diversos furtos registrados na cidade. 

A Delegacia de Paranaíta iniciou as diligências para apurar três furtos consecutivos cometidos pelo suspeito, de 37 anos, no último final de semana. Durante as buscas para identificar o autor do crime, os policiais apuraram que ele utilizou um veículo Prisma branco para cometer os furtos. 

Com base nas imagens das câmeras de segurança e o levantamento feito com uso de um drone, os investigadores conseguiram localizar o veículo, e os materiais subtraídos, no quintal da residência do suspeito.

Diante das informações levantadas, e por estar no prazo do flagrante, pois o último furto havia sido cometido há poucas horas, a equipe da Delegacia de Paranaíta, com apoio da PM, foi à residência do suspeito e apreendeu mais de R$ 200 mil em produtos subtraídos em diversos locais na cidade, como prefeitura, hotel e em obras. Foram necessários seis caminhões da prefeitura para retirar os objetos do local.

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Entre os objetos furtados, estão aparelhos eletrônicos, como caixas de som, instrumentos musicais, câmeras, tripés e microfones. De acordo com a delegada de Paranaíta, Paula Moreira Barbosa, o autor dos furtos desmontou todos os bancos do veículo Prisma para poder transportar os objetos furtados. 

“Ele também utilizava uma máscara para cometer os furtos e não ser reconhecido, além de anotar todas as suas ações em um caderno, apreendido junto com a máscara”, explicou a delegada.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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