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Evento será realizado nesta quarta-feira (23.08) e conta com apresentações musicais e atividades artísticas

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Policiais militares da Base Comunitária de Segurança Pública do Bairro Jardim Araés, em Cuiabá, e integrantes de outras forças de segurança vão oferecer nesta quarta-feira (23.08), a partir de 9h, atividades às crianças em tratamento no Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCan).

O evento é uma parceria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) com a Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros Militar, Força Nacional de Segurança Pública, Companhia Raio de Motopatrulhamento, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (SINART).

O tenente da Polícia Militar, Herbe Rodrigues da Silva, afirmou que o objetivo é levar alegria às crianças, diminuindo assim os níveis de ansiedade e estresse gerados pelo tratamento.

“A visita começará com uma apresentação musical da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, uma vez que a música é uma estratégia de auxílio na recuperação dos pacientes”, pontuou o tenente.

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Em seguida, haverá uma área de recreação, onde as crianças poderão assistir uma apresentação circense, participar de atividades e brincadeiras, e ver viaturas da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, a embarcação da Marinha do Brasil, jipes do Exército Brasileiro e as motocicletas da Companhia Raio de Motopatrulhamento, expostos no local.

Também será realizada uma oficina de recreação da marinha, que vai ensinar as crianças a fazer nós, amarrações e atividades com cordas, transmitindo conhecimento enquanto promove também um momento de diversão.

Por fim, as crianças vão fazer um passeio nas viaturas da PM, escoltadas pelas motos do RAIO, nas proximidades do Hospital do Câncer.

“O objetivo é que todas elas tenham a oportunidade de entrar na viatura, conhecer, apertar um intermitente, um sonoro, para despertar a curiosidade e descontração. E também tirar elas o máximo possível da rotina no hospital e criar um momento bem recreativo para a criançada”, destacou o tenente.

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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