CUIABÁ

MEIO AMBIENTE

Verde Novo já plantou mais de 150 mil mudas em Cuiabá

Publicado em

O Projeto Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, já plantou mais de 150 mil mudas na capital do Estado, em aproximadamente 500 ações de plantio, distribuição de mudas e educação ambiental.

De acordo com o contador de árvores do site do Verde Novo https://projetoverdenovo.tjmt.jus.br/, foram 150.027 árvores disponibilizadas pelo projeto ao longo de cinco anos. Nesse período, foram realizadas 494 ações.

Árvores frutíferas, como pitanga, caju, pitomba, amora, tamarindo, acerola, e também plantas as arbóreas como o jacarandá, ipê roxo, ipê rosa, ipê branco, oiti e pata-de-vaca são as principais espécies plantadas e distribuídas pelo projeto, conforme as diretrizes municipais que direcionam as normativas sobre a flora mais adequada para Cuiabá.

As frentes de atuação do projeto ambiental envolvem a arborização urbana de parques, praças, avenidas, escolas, além de outros espaços públicos e privados.

Um dos principais objetivos do Verde Novo é alcançar índices de arborização satisfatórios que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população cuiabana mediante a redução da sensação térmica e aumento da umidade relativa do ar.

Leia Também:  Governo estuda ampliar faixa de fronteira da Amazônia Legal

O projeto Verde Novo chama a atenção da população para mostrar o que está ocorrendo com a cidade, o impacto do crescimento populacional e a criação de ilhas de calor nos últimos 30 anos.

A necessidade da arborização caminha junto com o crescimento populacional. Conforme são criados novos bairros e construções, há a necessidade de ter também novos espaços verdes, caso contrário, aumentarão as ilhas de calor. Então, a arborização deve ser cotidiana.

Pensando nisso, são realizadas ações semanalmente em todas as regiões da cidade, com diferentes públicos.

Aqueles que têm interesse em saber mais sobre o projeto podem visitar o Instagram do Verde Novo (@projeto.verdenovo) ou o site (https://projetoverdenovo.tjmt.jus.br/). O contato com os membros do projeto pode ser feito pelo e-mail [email protected].

O projeto é idealizado pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Cuiabá, desenvolvido em cooperação técnica com o Município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde e patrocinado pelo Grupo Petrópolis, responsável pela doação das mudas de árvores nativas e frutíferas. O projeto Verde Novo também conta com a parceria da TV Centro América e da Energisa, na divulgação.

Leia Também:  Polícia Militar Ambiental flagra extração ilegal de madeira em Nova Santa Helena (MT)

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Governo estuda ampliar faixa de fronteira da Amazônia Legal

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA