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MÊS DO MEIO AMBIENTE

Ação da Áster Máquinas ensina compostagem e reciclagem para crianças e adolescentes em oficinas em MT e MS

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A preocupação com o meio ambiente e como podemos cuidar do planeta com ações do dia a dia levaram a Áster Máquinas a programar uma ação especial para junho. Nas 11 cidades onde há filiais da empresa em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram selecionadas entidades para receber oficinas que mostram como aplicar a sustentabilidade na prática.

“Criamos o projeto Guardiões do Futuro, que é uma ação de conscientização sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Começamos com palestras para nossos colaboradores, mas, como sempre frisamos, queremos impactar a vida das pessoas nas comunidades onde atuamos. Por isso, neste ano planejamos levar uma oficina prática para escolas e entidades”, explica Iara Nunes, diretora administrativa da Áster Máquinas.

O programa O Saber do Solo, idealizado pela empresa RHD, foi escolhido para levar a crianças, adolescentes e jovens oficinas de vaso compostor e mostrar a sustentabilidade na prática, incorporando nos hábitos do dia a dia.

Em Nova Maringa, a aluna Raynara Yasmin Martins Morais, da Escola Estadual Osmair Pinheiro da Silva, gostou muito do conhecimento que recebeu. “Eles explicaram que o lixo também pode fazer o bem, por exemplo, por meio da compostagem. Em vez de jogar fora, podemos fazer algo pelas plantas”, disse.

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A compostagem é feita, basicamente, com uma parte seca (serragem, folhas secas, papel ou papelão picado), outra de resíduo orgânico (sobras de frutas, verduras e legumes e pequenas sobras de comida) e terra preta.

Na Associação Cre & Ser, de Sapezal, 32 crianças e adolescentes entre 7 e 12 anos participaram da atividade. São pessoas em situação de vulnerabilidade social que estão na entidade no contraturno escolar. “Eles ficaram muito empolgados e estão monitorando diariamente a sementinha que plantaram. Acho esta ação excelente, porque as pessoas jogam tanta coisa fora e agora aprenderam como fazer adubo, por exemplo”, frisou Ordalina Almeira de Souza Silva, coordenadora da associação.

A oficina gerou mais que conhecimento sobre compostagem e conscientização ambiental. Em Campo Novo do Parecis, os 42 alunos do Projeto de Prevenção às Drogas Agente Mirim (AGEM) assistiram a palestras e alguns já estão até empreendendo.

“O tema é de grande importância para as crianças, adolescentes e também pais do grupo de apoio que participam do projeto. Além disso, abriu novos horizontes e já temos alunos montando pequenos projetos de reciclagem, cultivos de plantas e utilizando-os também nas aulas de empreendedorismo e educação financeira”, contou Evanildo de Arruda Rodrigues, presidente da associação.

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“Este projeto busca contribuir com a formação do caráter das crianças quanto à valorização da vida como um grande oportunidade. Produzir e reproduzir para se ter sempre, evitar desperdícios, adquirir o espírito de economia sustentável e aprender a dar o destino correto aos resíduos sólidos”, comentou Bhéll Hugueney Franco Lobo, da RHD.

Em Mato Grosso, a ação ocorreu em Barra do Bugres, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Juara, Nova Maringá e Diamantino. A partir de segunda (12), ocorrerão oficinas em São Gabriel do Oeste, Campo Grande, Sidrolândia e Maracaju, em Mato Grosso do Sul.

A empresa. Fundada em Campo Novo do Parecis (MT), a Áster soma 26 anos de atuação e opera como concessionário John Deere. Sua atuação totaliza 11 unidades nos dois estados. Além da venda de maquinários, a empresa presta serviços técnicos a produtores rurais, comercializa peças e oferta soluções de agricultura de precisão.

Turma que participou da ação da Áster Máquinas em Barra do Bugres. Crédito: ASR Barra do Bugres

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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