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Eleições 2022

Thiago Silva é reeleito na AL com mais de 30 mil votos em MT

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O deputado estadual Thiago Silva teve uma votação expressiva nas eleições para ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa, neste domingo (2), com 30.506 votos obtidos em várias regiões de Mato Grosso. Ele esteve acompanhado de familiares, amigos e uma forte militância durante a apuração das urnas.

“Quero primeiramente agradecer a Deus! Ele que tem nos dado forças e sabedoria para chegar até aqui. A todo momento sempre colocamos tudo nas mãos de Deus para que Ele continuasse nos guiando e abençoando a nossa campanha. Se estamos nesta posição, é a certeza que realmente é um projeto Deus. Toda honra e glória seja dada a Ele! Agradeço a todos pelo esforço, dedicação e por terem acreditado em nosso projeto”, declarou o reeleito. 

Ele frisou que o resultado alcançado com a reeleição é a comprovação do trabalho realizado em Mato Grosso, na busca de promover ações para tornar o Estado mais igualitário, justo e de oportunidades para a sociedade. “Estou muito feliz! Percorremos todo esse Estado e tem municípios que, nas eleições de 2018, não tínhamos tirado um voto. Agora, obtivemos mais de 500 votos. Isso é o reconhecimento ao nosso trabalho! Estou muito satisfeito e queremos fazer mais nestes próximos quatro anos”, posicionou o parlamentar.

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Durante a apuração dos votos, o deputado agradeceu o apoio recebido pela família, equipe e apoiadores pelo esforço e dedicação durante esse período de campanha e os mais de 30 mil votos recebidos nas eleições. “Agradeço em especial, a minha equipe que é guerreira e trabalhou muito. Sei que todos atuaram com responsabilidade e com comprometimento. Essa vitória tem uma equipe que realmente se dedica e é aguerrida. Obrigada a todos vocês que acompanharam essa linda jornada. Vocês sabem como trabalhamos para alcançar esse resultado nesta noite memorável”, comentou o deputado.

Essa é a quarta campanha eleitoral que Thiago Silva participa, onde foi vereador por dois mandatos em Rondonópolis, entre os anos de 2013 a 2018. Logo, se tornou deputado estadual e, agora, foi reeleito para atuar por mais quatro anos em prol da educação, agricultura familiar, infraestrutura, segurança, saúde e na área social com a promoção de projetos de qualificação profissional e inclusão aos grupos mais vulneráveis.

“Quero agradecer a toda população de várias regiões de Mato Grosso. Obrigado a todos que estão nos acompanhando pelas redes sociais. Vocês podem ter certeza que o Thiago Silva vai continuar sendo o mesmo, trabalhador que percorre todo o Estado para buscar os melhorias na qualidade de vida da população”, concluiu Thiago Silva.

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Fonte: Eleições 2022

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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