CUIABÁ

ESPORTE

Sesc Dr. Meirelles abre 240 vagas para atividades esportivas

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O Sesc Dr. Meirelles, unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) localizada em Cuiabá, abre 240 vagas para atividades sistemáticas esportivas, que acontecem de terça-feira a domingo. A programação da “Escola de Esportes” e “Sesc Fitness” contam com aulas de beach tennis, futebol society, natação, hidroginástica e outras modalidades que estão disponíveis a valores acessíveis aos trabalhadores do comércio e público em geral.

O “day use” passa a funcionar aos sábados e domingos, das 7h30 às 16h30. A gerente da unidade, Jéssica Gonçalves, explica que a mudança foi feita pensando na qualidade do atendimento ao público. “Antes, o Sesc Dr. Meirelles funcionava de sexta-feira a domingo. Agora, incluímos os projetos “Escola de Esportes” e “Sesc Fitness” desde terça-feira para poder atender melhor a todos”, informa.

Acrescenta ainda que durante os finais de semana, as atividades sistemáticas que utilizam a piscina ocupam apenas a parte da manhã, garantindo uma melhor qualidade da aula. “Conseguimos otimizar o atendimento dando mais liberdade para quem quer aproveitar o dia de sol e mais privacidade a quem está em aula”, pontua.

Os interessados podem realizar inscrição pelo portal da academia ou diretamente na unidade. Confira a programação completa abaixo:

ESCOLA DE ESPORTES

BEACH TENIS   

Terça e Quinta – Das 11h30 às 12h20 | +16 anos
Terça e Quinta – Das 14h às 14h50 | +12 anos
Quartas e sextas – Das 7h30 às 8h20 | +12 anos
Sábado e Domingo – Das 9h às 9h50 |+ 12 anos
Sábado e Domingo – Das 10h às 10h50 |+ 16 anos

FUTEBOL SOCIETY

Terça e Quinta – Das 8h às 8h50 | 7 A 11 anos
Sábado – Das8h às 8h50 | 7 A 11 anos
Sábado – Das 8h às 8h5 | 12 A 15 anos

NATAÇÃO    

Terça e Quinta – Das 9h30 às 10h20 | 6 A 10 anos

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Quartas e sextas – Das 9h30 às 10h20 | 2 A 5 anos

Quartas e sextas – Das 14h às 14h50 | 6 A 10 anos

Sábado e Domingo – Das 8h às 8h50 | 6 A 10 anos

Sábado e Domingo – Das 8h às 8h50 | + 11 anos

APLES I (Atividades psicomotoras lúdicas de várias modalidades esportivas para ampliação do repertório motor, como: jogos cooperativos, vôlei, basquete, tênis, handebol, futsal, atividades rítmicas, relaxamento, coordenação respiratória, respeitando a maturação e as funções motoras de cada criança.)

Sábado – Das 09h às 9h50 | 4 A 6 anos

 

SESC FITNESS

HIDROGINASTICA    

Terça e Quinta – Das 7h30 às 8h20 | + 14anos
Quartas e sextas – Das 8h30 às 9h20 | + 14 anos

SESC FITNESS – Aulas especiais

Terça a Sexta – 7h30 | + 14 anos

*Horário das aulas especiais

Mat. Pilates (Terça e Quinta – 7h30 às 8h20)

Mat. Pilates (Quarta e Sexta – 14h às 14h50)

Ritmos (Terça-feira – 8h30 às 9h20)

Ritmos (Sexta – 7h30 às 8h20)

Funcional (Terça-feira – 14h00 às 14h50)

Funcional (Quarta-feira 7h30 às 8h20)

Super local (Quarta-feira 8h30 às 9h20)

Super local (Quarta-feira 11h30 às 12h20)

Aero mix (Quinta-feira – 8h30 às 9h20)

Aero mix (Sexta-feira – 11h30 às 12h20)

Core flex (Quinta-feira – 14h00 às 14h50)

Core flex (Sexta-feira – 8h30 às 9h20)

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

 

SERVIÇO

Escola de Esportes

Quando: De terça-feira a domingo
Onde: Sesc Dr. Meirelles (Av. Dr. Meirelles, S/n – São João D’Rei, Cuiabá)

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BEACH TENIS
R$ 63,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar de até três salários mínimos
R$ 83,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar acima de três salários mínimos
R$166,00 – Público Geral

FUTEBOL SOCIETY
R$ 37,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar de até três salários mínimos
R$ 47,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar acima de três salários mínimos
R$ 94,00 – Público Geral

NATAÇÃO
R$ 68,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar de até três salários mínimos
R$ 84,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar acima de três salários mínimos
R$ 168,00 – Público Geral

APLES I
R$ 37,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar de até três salários mínimos
R$ 52,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar acima de três salários mínimos
R$ 104,00 – Público Geral

Sesc Fitness

Quando: De terça-feira a domingo
Onde: Sesc Dr. Meirelles (Av. Dr. Meirelles, S/n – São João D’Rei, Cuiabá)

HIDROGINASTICA
R$ 52,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar de até três salários mínimos
R$ 84,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar acima de três salários mínimos
R$ 168,00 – Público Geral

AULAS ESPECIAIS
R$ 68,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar de até três salários mínimos
R$ 79,00 – Pessoas que possuem Cartão Sesc e têm renda familiar acima de três salários mínimos
R$ 158,00 – Público Geral

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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