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Sedec cadastra artesãos em Vila Bela da Santíssima Trindade

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) cadastrou 26 artesãos de Vila Bela da Santíssima Trindade no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB). A ação está inserida na programação da Sedec durante a mudança simbólica do governo estadaul para o município, que segue neste sábado (19), data em que se comemora oficialmente os 254 anos do município.
Os artesãos do município estão expondo seus trabalhos durante a celebração, em um estande na praça principal, onde estão concentradas as festividades.

Com o cadastro, os profissionais receberão a carteirinha do artesão, que é gratuita e possibilita diversos benefícios como a regularização da profissão, isenção de emissão de nota fiscal de venda, aposentadoria junto ao INSS, seguridade em caso de acidente, acesso a crédito bancário e participação em feiras, entre outros.

Até então o município contava com apenas quatro artesãos cadastrados no programa. “Recebemos da prefeitura a informação de que em Vila Bela existiam muitos artesãos não cadastrados, por isso incorporamos esta ação na nossa programação, na cidade, e pudemos conhecer de perto o potencial em artesanato que o munícipio possui, que vai muito além da tradicional bebida artesanal Canjinjin”, explicou o secretário adjunto de Empreendedorismo da Sedec, Leopoldo Mendonça.

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Trabalhando com artesanato em argila em Vila Bela há 15 anos, a artesã Ivany da Cruz não sabia da existência do cadastro e não perdeu a oportunidade de se inscrever. “Gostei de saber que por meio do programa posso participar de feiras de artesanato e expor meu trabalho no país inteiro”.

A artesã e coordenadora de artesanato da comunidade indígena dos Chiquitanos, Feliciana Maconho Paz, produz acessórios como bolsas e bijuterias com sementes, coco e folhas de bananeira. Ela conta que na comunidade existem cerca de 150 famílias e que a maioria vive do artesanato. “Nosso artesanato é muito rico, com peças produzidas com materiais da terra e queremos muito levar isso para fora de Vila Bela, para que todos possam conhecer”.
Com o cadastro realizado os artesãos receberão a carteirinha em casa, via Correios, nas próximas semanas.

Fonte: GOV MT

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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