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Operação apreende drone e evita entrada de drogas e celulares na Penitenciária da Mata Grande

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A Operação Conquista, realizada nesta terça e quarta-feira (12 e 13.07) na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis (215 km ao Sul de Cuiabá), resultou na interceptação de um drone e apreensão de drogas que seriam entregues aos reeducandos. A ação policial teve como objetivo impedir a entrada de materiais ilícitos na penitenciária por via aérea.

A primeira apreensão ocorreu na manhã desta terça-feira, quando os policiais visualizaram um objeto suspeito entre o muro e a cerca da penitenciária. Em fiscalização no local, os policiais penais encontraram um invólucro com porções de drogas. 

Já por volta das 13h do mesmo dia, os servidores avistaram um drone sobrevoando as proximidades do Raio II. Ao interceptarem o equipamento, foi encontrado um pacote contendo mais drogas. Por último, outros materiais ilícitos foram apreendidos nas proximidades da Torre I.

Ao todo, foram apreendidos um aparelho drone, um celular, um carregador, uma porção grande de substância análoga a haxixe e duas porções, sendo uma em média e outra grande, de substância análoga à maconha. 

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Operação Efeito Imediato

Na última sexta-feira (08.07) a Penitenciária da Mata Grande também foi alvo da Operação Efeito Imediato. A ação policial resultou na apreensão de 42 aparelhos celulares, 63 chips, 10 carregadores, oito fones e uma bateria. 

A operação retirou ilícitos de dentro da unidade por meio de revistas. Durante a ação, foi possível desobstruir esconderijos criados para ocultar esses materiais ilegais. A polícia também verificou garrafas pets que poderiam ter fundo falso, para camuflar celulares.

(Com supervisão de Julia Oviedo) 

Fonte: GOV MT

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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