CUIABÁ

Eleições 2022

Juca do Guaraná faz campanha ”corpo a corpo e olho no olho” pelo médio norte de MT

Publicado em

Em contagem regressiva para o fim da corrida eleitoral, o candidato a deputado estadual, Juca do Guaraná Filho (MDB), aposta na velha e certeira campanha ”corpo a corpo e olho no olho”. Neste final de semana (24 e 25), o emedebista percorreu o médio norte de Mato Grosso e esteve nas cidades de Barra do Bugres, Nova Olímpia, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso. Nesses municípios, Juca visitou comunidades rurais, assentamentos e percorreu as ruas dos centros das cidades pedindo voto e conversando com os moradores.
 
Em Barra do Bugres (a aproximadamente 164 km de Cuiabá), Juca do Guaraná esteve em três comunidades rurais: Baixinho, Vão Grande e Morro Redondo. A lavradora Luiza Maria Bento, de 57 anos, ficou feliz em receber pela primeira vez um candidato em casa. “Nunca ninguém veio aqui. Toda campanha nenhum deles [candidatos] tem coragem de vir pisar na terra, na lama. Juca foi o primeiro, ele é gente como a gente, pé no chão, sabe das necessidades dos mais carentes. Juca é povo e o povo é Juca”, declarou a lavradora, emocionada. 
 
Ainda em Barra do Bugres, Juca esteve em uma grande reunião com centenas de apoiadores na região central da cidade, onde estavam presentes líderes comunitários, vereadores e o presidente da Câmara do município. 
 
“Juca é referência para Câmara de Barra do Bugres. Esteve aqui conosco várias vezes. Juca vai ser nosso representante na Assembleia, não temos dúvidas. Barra do Bugres está prestes a viver novos tempos”, declarou confiante Euripio Arantes, presidente da Câmara de Barra do Bugres.
 
Juca se reuniu ainda com representantes de assentamentos no município de Nova Olímpia (a 214 km de Cuiabá), onde moram cerca de mil pessoas. A aposentada Ozilda Batista, de 80 anos, que vive no assentamento desde a sua fundação, destacou a coragem de Juca em ir conhecer a realidade do povo. “Juca do Guaraná conquistou minha família pela coragem dele. Eu tiro o chapéu pra Juca. Estamos esquecidos, queremos alguém que olhe pra gente e Juca vai olhar”, destacou a aposentada. 
 
Em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá), Juca do Guaraná esteve percorrendo as ruas do centro da cidade e também se reuniu com centenas de apoiadores em uma grande reunião, no Residencial Vida Nova. O pastor Robson França, da Igreja Batista, confirmou o apoio e destacou a importância de ter o candidato como representante político. “Juca é princípio, é cuidado, é família. Queremos alguém que lute pelos nossos ideais e Juca nos representa”, disse em conversa com os eleitores. 
 
Em Sorriso (a 397 km de Cuiabá), mesmo com forte chuva, Juca visitou templos religiosos, comércios e finalizou realizando reuniões nas casas de apoiadores. 
 
“Meu compromisso é com o povo, sempre foi e não vai mudar. Nesta reta final estamos apostando na velha e certeira campanha corpo a corpo, olho no olho. Esse contato faz a diferença. Onde estiver alguém que precisa ser ouvido, lá estaremos. Meu compromisso é com o povo”, destacou Juca em suas redes sociais. 

Leia Também:  Com superávits orçamentário e financeiro superiores a R$ 10 milhões, contas de Gaúcha do Norte recebem parecer favorável

Juca do Guaraná Filho é candidato a deputado estadual pelo número 15555. Conheça as propostas do Juca nas redes sociais: Instagram @jucadoguaranafilho.oficial | Facebook e Youtube: Juca do Guaraná Filho.

Fonte: Eleições 2022

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Campanha da Conciliação impacta na pacificação de conflitos em Mato Grosso

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA