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ALMT mantém veto a projeto de Cattani que tornaria obrigatório a presença de funcionário da Energisa para atendimento em zona rural

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) manteve nesta quarta-feira (29), o veto total ao projeto de lei, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que tornaria obrigatório a presença de funcionário da Energisa em locais rurais onde existem pelo menos 300 unidades consumidoras ativas.

A proposta, que já havia sido aprovada em todas as comissões e em dois turnos no Plenário da casa de leis, era uma das maiores necessidades de pequenos produtores mato-grossenses, em especial do de leite.

A medida, segundo Cattani, serviria para proteger o cidadão que vive no campo e principalmente os pequenos produtores rurais, que dependem diariamente da energia elétrica para manter a sua produção.

“Muitas reclamações chegaram ao meu gabinete, sobretudo nas áreas rurais, no que diz respeito à falta de energia elétrica, que duram dois dias, chegando à sete dias, a depender do que aconteceu. Imaginem só um leiteiro, que precisa acondicionar em ambiente refrigerado seu produto, sob pena de perdimento total”, explicou o deputado.

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“Aceitamos a derrota, mas é triste vermos isso acontecer. Os pequenos produtores sofrem absurdos da Energisa. Em saber que o produtor de leite tem que muitas vezes jogar o leite fora, ver nas granjas as vezes terem que contratar um gerador para manter vivos os animais e ver a Assembleia não derrubar um veto desse. Aceito a derrota, a democracia é assim, mas que me dá uma tristeza, isso dá”, lamentou.

Lido em plenário em fevereiro deste ano, o projeto recebeu o parecer favorável da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte em março e foi aprovado por unanimidade em primeira votação em plenário durante sessão no mês de abril.

Com o parecer favorável da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, o projeto foi para sanção do Governo do Estado e vetado pelo governador em exercício na época, Otaviano Pivetta (Republicanos).

Encaminhado para Assembleia Legislativa, o veto foi mantido com os votos favoráveis de onze deputados em votação secreta.

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Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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