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Nova Mutum

Aberta as inscrições para o Bombeiros do Futuro

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As inscrições para o Projeto Social Bombeiros do Futuro já iniciaram. Os pais interessados já podem inscrever seus filhos em mais esta edição, que é desenvolvido pela 5ª Companhia Independente de Bombeiros Militar em parceria com a Secretaria de Cidadania e Assistência Social de Nova Mutum. As inscrições começaram nesta segunda-feira (01) e segue até o dia 06 de agosto.

Na 10ª edição a 5ª CIBM de Nova Mutum, disponibilizará 25 vagas para crianças e adolescentes de 09 a 13 anos e 10 remanescentes. As matrículas já podem ser realizadas de forma online através do portal oficial da Prefeitura de Nova Mutum, https://www.novamutum.mt.gov.br/home .

Através deste Projeto os alunos recebem instruções em combate a incêndio, salvamento aquático, mergulho, salvamento em altura, hierarquia e disciplina, ordem unidade, sobrevivência na selva, primeiros socorros, higiene pessoal, sexualidade, civismo e cidadania.

Os candidatos que farão parte da 10ª edição, serão selecionados pela equipe responsável do Projeto através de sorteio.

Segundo o tenente BM Emmanuel, no momento da inscrição é preciso concluir todos os processos, para participar da seleção. O sistema digital veio para agilizar o processo e evitar filas.

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“Pedimos aos responsáveis que se atentem as informações que serão prestadas no ato da inscrição, principalmente as que sãos relacionadas a saúde do inscrito”, lembrou.

O sorteio será transmitido através de Live, podendo os familiares acompanharem também na 5ª Companhia Independente de Bombeiros Militar, localizada na avenida das Arapongas, 212W, Bela vista.

Fonte: Prefeitura de Nova Mutum

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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