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Guia é divulgado pela EBC com principais dúvidas dos contribuintes

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A 30 dias do fim do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda de 2023 (IRPF 2023), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lança um guia para que os contribuintes tirem as principais dúvidas a respeito da prestação de contas ao Fisco.

As perguntas foram selecionadas por meio entrevistas com a população e as respostas são do professor de Ciências Contábeis Deypson Carvalho, do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). No total, o guia trará 31 perguntas e respostas com as regras deste ano e será publicado Radioagência Nacional durante todo o mês de maio.

Nesta terça-feira (2), a Agência Brasil publica a primeira parte do tira-dúvidas com informações sobre os documentos necessários para a declaração e os links para baixar o programa e o aplicativo do IRPF 2023.  Acompanhe a série Tira Dúvidas do IR 2023 na Radioagência Nacional. Para ouvir as respostas, clique nos players:

Clique e confira a série especial Tira-Dúvidas do IR 2023

Quem deve declarar o Imposto de Renda 2023?

A Receita Federal prevê que entre 38,5 e 39,5 milhões de contribuintes devem fazer a declaração do Imposto de Renda em 2023. O professor Deypson Carvalho, da UDF, explica que existem algumas situações que ajudam as pessoas a saber se estão na lista de obrigatoriedade.

Duas destas situações estão ligadas aos ganhos obtidos em 2022. Caso a pessoa física tenha recebido rendimentos passíveis de cobrança de imposto de valor superior a R$28.559,70 ou recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte de valor superior a R$ 40 mil, ela tem que declarar.

Outra condição que obriga o contribuinte a entregar sua declaração é ter tido algum ganho de capital na venda de bens ou direitos (como um imóvel) sujeito à incidência do imposto em qualquer mês de 2022 ou tenha optado pela isenção do imposto que incide sobre o ganho de capital decorrente da venda de imóveis residenciais (isso ocorre quando o valor da venda é aplicado na compra de imóveis residenciais localizados no país no prazo de até 180 dias após a venda).

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Outra situação de obrigatoriedade ao contribuinte é caso tenha realizado operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil em 2022 ou tenha tido apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto. Caso a pessoa tenha tido, em 31 de dezembro de 2022, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil, ela também deve declarar.

Relativamente à atividade rural, estará obrigada a declarar pessoa física que tenha ganho mais do que R$ 142.798,50 em 2022 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2022 ou posteriores, prejuízos de 2022 e anos anteriores. A última condição é quando a pessoa física passou a morar no Brasil em qualquer mês de 2022 e nesta condição encontrava-se em 31 de dezembro. “Se você se enquadrar em uma dessas situações, sim, você tem que declarar o Imposto de Renda”, diz o professor.

Quais são os documentos necessários para declarar o Imposto de Renda?

Antes de começar a fazer a declaração do Imposto de Renda, é de suma importância que o contribuinte tenha em mãos uma série de documentos. Para o professor, a documentação é a base que sustenta o preenchimento de uma nova declaração. “Ela também ajuda a dar respaldo na hora de conferir os dados de uma declaração iniciada pela Pré-Preenchida”. Carvalho listou qual é a documentação recomendável para que seja feita a declaração.

  • Última declaração do Imposto de Renda e o recibo de entrega;
  • Documentos pessoais do declarante titular como título de eleitor, CPF e comprovante de endereço;
  • CPF de cada dependente ou alimentando;
  • Informe de Rendimentos fornecido por cada fonte pagadora;
  • Informe de Saldos e Rendimentos fornecido por cada instituição bancária onde o contribuinte possua conta corrente, aplicações financeiras e operações de empréstimo ou financiamento.

O professor aponta que, há, ainda, documentos necessários em algumas situações específicas e que merecem atenção:

  • Informe fornecido por cada entidade sobre criptoativos;
  • Comprovante de rendimentos do trabalho não assalariado, aluguéis, pensões alimentícias e outros rendimentos assemelhados;
  • Notas de corretagens emitidas por corretora de investimentos em ações;
  • Comprovante de apuração mensal do Carnê Leão e Documento de Arrecadação pagos;
  • Documento de compra e/ou venda de bens móveis e imóveis;
  • Comprovantes das despesas pagas passíveis de restituição;
  • Comprovantes de pagamentos efetuados a título de aluguéis, arrendamento rural e aos profissionais autônomos.
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“Como a lista não é pequena, é recomendável que o contribuinte é não deixe tudo para última hora e nem deixe para começar a preencher sua Declaração do Imposto de Renda perto do prazo final de entrega”, aconselha o professor.

Onde baixar o programa e o aplicativo de declaração do Imposto de Renda?

Em 2023, o que não faltam são opções para que a declaração do Imposto de Renda seja realizada. Para que o contribuinte saiba qual a melhor opção, o professor Deypson Carvalho da UDF lista quais são elas e onde baixá-las:

A declaração pode ser feita com a utilização de computador, baixando o Programa Gerador da Declaração relativo ao exercício de 2023 no site da Receita Federal. 

Outra maneira é ir diretamente ao site da Receita Federal e acessar a opção “Meu Imposto de Renda” mediante autenticação por meio do portal único gov.br, com identidade digital Ouro ou Prata.

Uma terceira forma é acessar o Portal do Centro Virtual de Atendimento (Portal e-CAC) também no site da Receita Federal do Brasil, na opção “Declarações e Demonstrativos” mediante código de acesso ou autenticação por meio do portal único Gov.br, com identidade digital Ouro ou Prata.

Outra opção de escolha ao contribuinte para fazer a sua Declaração do Imposto de Renda 2023 é pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda” acessível para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones. Esse aplicativo encontra-se disponível nas lojas de aplicativos Google Play, para o sistema operacional Android ou App Store, para o sistema operacional iOS.

Para ler e ouvir todas as matérias da série Tira-Dúvidas do IR 2023, acesse a página do especial.

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AGRO & NEGÓCIOS

Geopolítica, crise no agro e cenário nacional pautam encontro da Aprosoja em Primavera do Leste

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Na quinta-feira (07), o Aprosoja Mato Grosso realizou, no Sindicato Rural de Primavera do Leste, um encontro voltado à discussão dos desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro diante do atual cenário econômico, jurídico e geopolítico mundial.


O evento reuniu produtores rurais, lideranças do setor e especialistas, tendo como um dos principais destaques a palestra do cientista político HOC, que apresentou uma análise sobre os impactos da geopolítica internacional na economia global e nos reflexos diretos sobre o Brasil.

Durante a palestra, HOC destacou que o mundo vive uma transformação profunda nas relações comerciais e estratégicas entre países, especialmente após a pandemia e os conflitos internacionais recentes. Segundo ele, questões como a disputa entre Estados Unidos e China, guerras no Oriente Médio, segurança energética, fertilizantes, alimentos e cadeias produtivas deixaram de ser apenas temas econômicos e passaram a ser pautas geopolíticas. O palestrante ressaltou ainda que o Brasil ocupa hoje uma posição estratégica no mundo por reunir fatores considerados essenciais para as próximas décadas, como produção de alimentos, energia renovável, reservas minerais e grande capacidade territorial.

“O Brasil vive uma janela de oportunidade rara. O mundo inteiro olha hoje para a América do Sul como uma região estratégica, principalmente pela segurança alimentar e energética”, pontuou durante a apresentação.

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Outro destaque do encontro foi a apresentação do presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, que fez um balanço das principais dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo nos últimos anos.

Entre os temas abordados estiveram:

  • alta dos juros e endividamento rural;
  • dificuldades no acesso ao crédito;
  • insegurança jurídica;
  • invasões de terra;
  • regularização fundiária;
  • Moratória da Soja;
  • custos elevados de fertilizantes;
  • logística e infraestrutura;
  • cobrança do FETAB;
  • além dos impactos causados pela quebra de safra em Mato Grosso.

Lucas Beber também apresentou ações desenvolvidas pela entidade junto ao Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional, STF e órgãos reguladores, buscando minimizar os impactos econômicos e jurídicos enfrentados pelos produtores.


Produtores rurais presentes no encontro também demonstraram preocupação com o atual cenário político e econômico do país. Nas entrevistas realizadas durante o evento, muitos defenderam maior segurança jurídica, estabilidade econômica, incentivo à produção e mais representatividade do setor produtivo nas decisões nacionais.

O produtor rural José Nardes destacou a necessidade de fortalecimento do agro diante das dificuldades enfrentadas pelo setor. Já o produtor Nereu Carlos Parmigiani afirmou que o agronegócio segue sendo um dos pilares da economia brasileira mesmo em períodos de instabilidade econômica.


Para os participantes, o encontro promovido pela Aprosoja Mato Grosso serviu como espaço de reflexão sobre os rumos do Brasil, especialmente em um momento em que questões internacionais passam a impactar diretamente o cotidiano do produtor rural brasileiro.

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