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Corinthians tem dúvidas em todos os setores para enfrentar o Flamengo

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O Corinthians tem uma dura missão nesta terça-feira (09.08). Às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, o time de Vítor Pereira entra em campo em busca de uma vaga na semifinal da Libertadores, após perder o primeiro jogo por 2 a 0.

Como vem sendo costume em jogos decisivos, o técnico nutre dúvidas em todos os setores, da defesa ao ataque. O Timão não divulga relacionados, e o mistério do time titular só será desfeito cerca de uma hora antes do início da partida.

A princípio, uma possível escalação tem: Cássio; Fagner, Bruno Méndez, Balbuena e Fábio Santos; Cantillo (Fausto Vera), Du Queiroz e Renato Augusto; Gustavo Mosquito, Willian (Róger Guedes) e Yuri Alberto.

Precisando fazer pelo menos dois gols para levar a decisão para os pênaltis, o Corinthians também precisa se preocupar em não sofrer para não dificultar ainda mais a situação.

Unanimidades na defesa corintiana são apenas Cássio e Fagner. O lateral-direito, depois de perder mais de dez partidas por lesões, voltou ao time titular. Ele foi poupado no último jogo contra o Avaí. O goleiro também é presença certa.

Na linha de defesa, a principal dúvida está entre os zagueiros. Gil e Raul Gustavo chegaram a formar a dupla titular em jogos da Libertadores, mas Balbuena e Bruno Méndez voltaram ao Timão para acirrar essa disputa e, inclusive, começaram jogando na terça-feira passada.

O zagueiro paraguaio tem cinco jogos disputados, somando 414 minutos em campo. São cinco partidas em sequência, sendo titular nas últimas três. Já o uruguaio já tem oito jogos, somando 504 minutos e entrando gradativamente.

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Raul Gustavo chega recuperado de um edema na coxa, e sua presença é incerta. Em jogos importantes, como contra o Boca Juniors fora de casa, pelas oitavas de final, fez um pênalti no tempo normal e perdeu parte da confiança da torcida. Gil, por outro lado, tem mais chances de compor a dupla de zaga.

Na lateral, pensando no rodízio que Vítor Pereira costuma fazer no lado esquerdo do campo, Fábio Santos, mais experiente, está à frente de Lucas Piton na disputa por uma vaga.

O meio-campo corintiano vem sofrendo críticas pelo desempenho criativo. Giuliano, que ganhou mais espaço no time titular com a lesão de Renato Augusto, não faz gols ou dá assistências há 13 jogos.

Renato Augusto, por outro lado, retornou na última partida, contra o Avaí, e deu uma resposta interessante em campo, com assistência para gol de Balbuena. Depois de sua entrada, o Corinthians melhorou. Para o jogo contra o Flamengo, porém, a questão física será chave.

Resolvida a criação, as dúvidas aumentam para os volantes, ou meio-campistas. Du Queiroz, Cantillo e Maycon foram titulares no jogo de ida contra o Flamengo. O último, porém, teve uma fratura no pé e virou desfalque.

Com isso, caso Vítor Pereira não use um meia armador, como Renato Augusto, mas sim três meio-campistas, Du, Cantillo, Fausto Vera e Roni disputam três vagas.

O primeiro é quem mais joga com o treinador português. Versátil, Du Queiroz se adaptou e evoluiu nas mãos de Vitor Pereira. Ele vem de uma sequência de dez jogos, mas atuou apenas 21 minutos na última partida.

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Cantillo, depois de um começo abaixo com a nova comissão técnica, tem crescido. No jogo de ida, porém, não foi bem, errou no primeiro gol do Flamengo, de Arrascaeta, e saiu de campo com um cartão amarelo.

Fausto Vera chegou ao Corinthians jogando. Em menos de 20 dias de clube já vai para seu terceiro mata-mata. Com ritmo de jogo do Campeonato Argentino, o camisa 33 pode ser uma opção mais “área a área” para Vitor Pereira. O argentino pode ser uma surpresa na escalação desta terça.

Roni, jovem da base, corre por fora, mas tem correspondido quando entra em campo.

No ataque, setor que será fundamental caso o Corinthians queira levar a decisão para os pênaltis ou avançar de maneira direta, as dúvidas seguem.

No último jogo, contra o Avaí, Róger Guedes atuou de titular ao lado de Gustavo Silva. Vítor Pereira deu a entender, então, que usaria Yuri Alberto contra o Flamengo, já que havia dito que os dois não poderiam atuar juntos.

A dúvida aumenta quando Willian entra na discussão. Recuperado de uma tendinite na coxa, o camisa 10 está disponível para o jogo desta terça-feira. Com números abaixo da expectativa na temporada e apenas um gol marcado, a presença do jogador no time titular gera debate.

Fonte: Agência Esporte

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Copa do Mundo: controlar ansiedade e evitar excessos ajuda a proteger o coração

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Reunir a família, vestir a camisa, preparar a comida, acompanhar cada lance e comemorar os gols fazem parte da tradição dos brasileiros durante a Copa do Mundo. Mas, em meio ao clima de festa, alguns cuidados não podem ficar em segundo plano. A mudança de rotina, somada a noites mal dormidas, bebida alcoólica, alimentação pesada, cigarro e interrupção de medicamentos, pode sobrecarregar o organismo, especialmente em pessoas que já convivem com fatores de risco cardiovascular.

A orientação dos especialistas é para que a torcida seja vivida com equilíbrio, principalmente por quem tem hipertensão, diabetes, arritmias, colesterol alto, histórico de infarto, obesidade ou sedentarismo.

Segundo o cardiologista do Hospital Santa Rosa, Dr. Leandro Mandaloufas, a expressão “haja coração” tem fundamento do ponto de vista médico, porque momentos de grande emoção provocam respostas reais no corpo.

“Em momentos de grande emoção, o coração realmente trabalha mais. O corpo libera hormônios do estresse, como a adrenalina, que fazem o coração bater mais rápido e com mais força. Em pessoas saudáveis, isso costuma ser bem tolerado. Mas, em quem já tem alguma doença cardíaca, esse ‘esforço extra’ pode representar risco”, explica o médico.

Quando a pessoa fica ansiosa, nervosa ou muito tensa, o corpo entra em um estado de alerta. Nessa reação, há liberação de adrenalina e cortisol, aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da respiração, além da contração dos vasos sanguíneos. De acordo com o cardiologista, esse mecanismo prepara o organismo para reagir rapidamente, mas também aumenta a carga sobre o sistema cardiovascular.

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Em Mato Grosso, o cuidado com a saúde do coração ganha ainda mais relevância diante do peso das doenças cardiovasculares na mortalidade. O estado registrou 5.277 mortes por doenças do aparelho circulatório em 2023, o que correspondeu a 24,22% do total de óbitos, conforme o Relatório Anual de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde.

Para o Dr. Mandaloufas, pessoas com fatores de risco devem redobrar a atenção. Entram nesse grupo pessoas com hipertensão arterial, histórico de infarto ou doença coronariana, arritmias cardíacas, diabetes, colesterol alto, sedentarismo e obesidade.

“Esses grupos já têm maior risco cardiovascular, e situações de estresse intenso podem atuar como gatilho para eventos agudos”, destaca.

Hábitos adotados em períodos de confraternização também podem interferir diretamente na saúde. O consumo de bebida alcoólica, cigarro, alimentos gordurosos, poucas horas de sono e a suspensão de remédios de uso contínuo estão entre os principais pontos de atenção.

“O álcool pode alterar o ritmo cardíaco e aumentar a pressão. O cigarro prejudica a circulação e favorece eventos cardíacos. Alimentos gordurosos podem sobrecarregar o organismo. Dormir mal aumenta o estresse e a pressão arterial. Interromper medicamentos é especialmente perigoso e pode descompensar doenças já existentes”, pontua o médico.

*Quando o sintoma não é só nervosismo*

Em situações de ansiedade ou estresse, é comum que a pessoa sinta o coração acelerar ou perceba algum grau de nervosismo. No entanto, alguns sinais não devem ser atribuídos automaticamente à emoção do momento.

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Dor ou pressão no peito, falta de ar, tontura, desmaio, palpitações intensas ou irregulares, suor frio e náuseas associadas ao mal-estar exigem atenção. Segundo o cardiologista, esses sintomas podem indicar problemas cardíacos e precisam de avaliação médica imediata.

A recomendação é procurar atendimento quando o desconforto é persistente, intenso, aparece de forma repentina ou ocorre em pessoas que já possuem fatores de risco. A avaliação profissional é importante porque sintomas de ansiedade e alterações cardiovasculares podem se confundir.

*Prevenção deve vir antes da emergência*

A principal orientação é manter os cuidados de rotina em dia. Pessoas com fatores de risco, histórico familiar de doença cardíaca ou sintomas, mesmo leves, devem procurar avaliação cardiológica. O check-up também é recomendado de forma periódica a partir dos 40 anos, ou antes, conforme o risco individual.

“A prevenção é sempre o melhor caminho”, reforça o Dr. Mandaloufas.

No Hospital Santa Rosa, o atendimento cardiológico inclui consultas especializadas, exames diagnósticos como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e monitorização por Holter, além de urgência e emergência cardiológica, acompanhamento de pacientes com doenças crônicas e orientação para controle de fatores de risco.

“Essa estrutura permite identificar precocemente problemas cardíacos, tratar adequadamente e acompanhar o paciente de forma contínua, promovendo mais segurança e qualidade de vida”, finaliza o médico.

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