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ESPORTES COLETIVOS

2ºCBJEC contará com a presença de grandes personalidades do universo esportivo como o técnico da CBF Marcos Xavier de Andrade

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Pesquisadores de diversas partes do Brasil estarão na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para apresentar os resultados inéditos de suas pesquisas durante o 2º Congresso Brasileiro dos Jogos Esportivos Coletivos (CBJEC). O evento, que conta com a coorganização do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), recebeu a submissão de mais de 140 trabalhos científicos a serem apresentados entre os dias 3 e 5 de abril.

Além da apresentação de trabalhos acadêmicos, o 2º CBJEC contará com palestras de 17 personalidades, entre professores, pesquisadores e técnicos de diferentes modalidades esportivas, a respeito da temática “Da iniciação esportiva na escola ao alto rendimento: a teoria auxiliando a prática”.

O professor doutor Henrique de Oliveira Castro, que é presidente do comitê organizador do evento e membro do Departamento de Educação Física da UFMT (FEF-UFMT), celebra a adesão ao evento.

As inscrições foram encerradas 45 dias antes do prazo, quando as vagas foram esgotadas, o que demonstra a grandiosidade do Congresso. Dentre os inscritos estão professores do ensino básico ao superior, pesquisadores, estudantes de graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado, gestores esportivos, treinadores, secretários de esporte e lazer e responsáveis pelo esporte em prefeituras e secretarias de todas as cinco regiões e mais de dez estados do país, além de 15 municípios de Mato Grosso”, relata Henrique.

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Para Ellen Camargo, a diretora de Produtos e Serviços do Sesc-MT, a temática do congresso está alinhada com os pilares do Sesc. “O evento fomenta a integração entre lazer por meio dos esportes coletivos, saúde e educação, além de ser uma oportunidade de aprimorar os conhecimentos dos estudantes e profissionais da área sobre o tema na Universidade”, afirma.

O 2º Congresso Brasileiro dos Jogos Esportivos Coletivos será realizado no Teatro Universitário da UFMT, Quadras Externas e no Ginásio da Faculdade de Educação Física da Universidade. Informações sobre os palestrantes, trabalhos aprovados e outros detalhes sobre o evento podem ser conferidos no sitewww.ufmt.br/cbjec.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

SERVIÇO

‘2º Congresso Brasileiro dos Jogos Esportivos Coletivos’

Onde: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Quando: Dias 3, 4 e 5 de abril de 2024

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Inscrições e informações: www.ufmt.br/curso/cbjec

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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