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Doença avança com envelhecimento da população e ainda é diagnosticada tardiamente por sinais pouco conhecidos

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O Brasil pode mais que dobrar o número de casos de doença de Parkinson nas próximas décadas, acompanhando uma tendência global de envelhecimento da população. Atualmente, o país tem pouco mais de 500 mil pacientes diagnosticados, número que pode ultrapassar 1,2 milhão até 2060.

O avanço está diretamente ligado ao aumento da expectativa de vida. Em 2010, cerca de 10% dos brasileiros tinham mais de 60 anos. Em 2025, esse percentual já chega a 15% e a projeção é que alcance 32% até 2060.

A doença, considerada a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, atinge entre 1% e 3% das pessoas acima dos 60 anos.

Sintomas começam antes e passam despercebidos

Apesar de o tremor ser o sinal mais conhecido, especialistas alertam que o Parkinson pode começar muitos anos antes, com sintomas pouco associados à doença.

A médica geriatra Dra. Graziela Pichinin Milanello, do Hospital Santa Rosa, de Cuiabá, explica que os sinais não motores podem surgir de 5 a 10 anos antes do diagnóstico.

“A perda de olfato é um dos sintomas mais comuns, podendo atingir até 90% dos pacientes. Alterações no sono REM, com movimentos durante o sono, também são frequentes e podem aparecer anos antes”, explica.

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Outros sinais incluem constipação intestinal sem causa aparente, sintomas depressivos, ansiedade e mudanças de comportamento.

Mesmo com esses sinais prévios, o diagnóstico costuma levar anos. Segundo a especialista, há um intervalo médio de 7 a 10 anos entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença. Isso ocorre porque os sinais iniciais são vagos e frequentemente associados ao envelhecimento ou ao estresse.

Além disso, não há um exame simples e acessível capaz de identificar a doença nas fases iniciais, o que contribui para o diagnóstico tardio.

O Parkinson não afeta apenas a mobilidade. Sintomas como depressão e ansiedade atingem uma parcela significativa dos pacientes e impactam diretamente a qualidade de vida.

“Cerca de 40% a 50% dos pacientes têm depressão e 30% a 40% têm ansiedade, mas muitos não recebem tratamento adequado. Ignorar esses sintomas é tratar apenas parte da doença”, destaca a médica.

Novos tratamentos ampliam controle da doença

Nos últimos anos, avanços terapêuticos têm ampliado as possibilidades de tratamento, especialmente em estágios mais avançados.

Uma das novidades é a infusão contínua de medicamentos por via subcutânea, aprovada em 2025, indicada para pacientes que já não respondem bem aos comprimidos tradicionais.

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A tecnologia permite maior estabilidade dos sintomas ao longo do dia, reduzindo oscilações motoras e aumentando a autonomia do paciente.

Cuidado exige abordagem integrada

O manejo do Parkinson exige atenção a múltiplos fatores, especialmente em pacientes idosos, que frequentemente apresentam outras doenças associadas. A abordagem integrada, envolvendo diferentes especialidades, tem impacto direto na funcionalidade e na autonomia.

“Pacientes acompanhados em modelo multidisciplinar têm menos quedas, menos internações e mantêm independência por mais tempo”, afirma a especialista do Hospital Santa Rosa.

Rotina e apoio familiar fazem diferença

Além do tratamento médico, a adaptação da rotina e do ambiente é fundamental para a segurança e o bem-estar do paciente, de acordo com a Dra. Graziela. “Medidas simples, como retirar tapetes, instalar barras de apoio, manter iluminação adequada e garantir o uso correto da medicação nos horários, ajudam a reduzir os riscos”, explica.

A médica também lembra que os estímulos à autonomia e ao convívio social também são essenciais para preservar a qualidade de vida do paciente.

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CIDADES

Sessão solene homenageia festeiros do Divino e reforça preservação da cultura cuiabana

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A vereadora Katiuscia Manteli destacou a importância da Festa do Senhor Divino Espírito Santo para a identidade cultural e religiosa de Cuiabá durante homenagem realizada no Legislativo municipal_

A fé, a tradição e a cultura cuiabana marcaram a sessão solene em homenagem aos festeiros e festeiras da Festa do Senhor Divino Espírito Santo da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, da Arquidiocese de Cuiabá. A cerimônia reuniu autoridades religiosas, representantes da corte da festa, famílias e devotos em uma noite de emoção, reconhecimento e valorização de uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas da capital.

A abertura da solenidade foi marcada pela emoção da declamação de uma poesia, feita pela imperatriz da Festa do Senhor Divino de 2007, Maria de Lourdes Oliveira Nigro. Em versos carregados de sensibilidade, ela destacou a união, o acolhimento e o cuidado representados pelas mãos dos festeiros e devotos. “Esses devotos do Divino são uma família, um apoiando o outro. As mãos vivem acariciando o mundo, nos ajudando a enfrentar nossos caminhos”, declamou.

Durante a sessão, foram entregues títulos honoríficos da Ordem do Mérito Legislativo “Senhor Divino” e moções de aplausos aos homenageados que ajudam a manter viva uma tradição centenária da cultura cuiabana.

Em seu discurso, a vereadora Katiuscia Manteli (Podemos) ressaltou que a celebração vai além da religiosidade e representa memória, pertencimento e identidade cultural. “Estamos reconhecendo pessoas que dedicam tempo, fé, trabalho e amor para manter viva uma das mais belas expressões da identidade cultural e religiosa de Cuiabá. A festa do Senhor Divino é memória, pertencimento, tradição e resistência cultural do nosso povo”, afirmou.

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A parlamentar também relembrou duas leis de sua autoria voltadas à preservação da festividade. A primeira é a Lei nº 7.263/2025, que instituiu oficialmente a Festa do Senhor Divino Espírito Santo no calendário oficial de eventos do município de Cuiabá. Já a Lei nº 7.320/2025 declarou a celebração como Patrimônio Cultural Imaterial do Município.

Segundo Katiuscia, as legislações representam um reconhecimento histórico da importância da festa para a cidade. “Essas leis simbolizam o entendimento de que proteger a cultura também é proteger a alma de uma cidade. Patrimônio não é apenas prédio histórico. É aquilo que vive no coração do povo, que passa de geração em geração e mantém viva a identidade da nossa gente”, destacou.

A imperatriz da Festa do Senhor Divino de 2026, Carmen Cenira, também emocionou os presentes ao falar sobre a missão de conduzir a festividade e a importância da fé na continuidade da tradição. “Essa missão foi recebida com muito amor e carinho, porque o Espírito Santo sempre esteve presente na minha vida. Meu avô foi imperador em 1927 e isso mostra a importância de dar continuidade a essa festa tão importante para nossa cultura, nossa devoção e nossa fé”, declarou.

Ela ainda ressaltou o sentimento vivido durante as visitas realizadas pelos festeiros às famílias cuiabanas. “Percorrer as ruas de Cuiabá levando a bandeira do Divino é uma das coisas mais gratificantes que existem. As pessoas choram, recebem a bênção com fé e, muitas vezes, somos nós que saímos abençoados”, afirmou.

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O diretor espiritual e ministro da Eucaristia da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, Paulo Thomás, destacou a importância do reconhecimento institucional da festa e agradeceu à vereadora pelas iniciativas legislativas. “A inclusão da Festa do Senhor Divino no calendário oficial do município e o reconhecimento como patrimônio imaterial perpetuam essa tradição na história de Cuiabá. É um gesto que fortalece nossa cultura, nossa espiritualidade e a identidade do povo cuiabano”, pontuou.

Ele também homenageou os festeiros pelo trabalho voluntário realizado ao longo da preparação do evento. “Muitas vezes, essas pessoas deixam suas famílias, seus compromissos e dedicam seu tempo integralmente à realização dessa festa. É um trabalho feito com amor, fé e devoção”, disse.

Ao encerrar a sessão, Katiuscia Manteli reforçou a importância da família e da transmissão dos valores cristãos às futuras gerações. Em uma fala emocionada, destacou o papel das crianças e jovens na continuidade da tradição cuiabana. “Quando vemos pais e mães trazendo seus filhos para viver essa tradição, temos a certeza de que ela continuará viva por muitos anos. A fé, a família e o cuidado com o próximo são os verdadeiros alicerces que precisamos preservar”, afirmou.

A vereadora também fez um apelo para que a sociedade acolha crianças e jovens por meio da fé e do exemplo familiar. “Às vezes, uma palavra sobre Deus, um gesto de carinho ou um ensinamento simples podem transformar a vida de uma criança. Essa também é uma missão de todos nós”, concluiu.

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