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Noite do Convidado reforça espírito de união e humanização no Rotary de Chapada dos Guimarães

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Na noite desta quarta-feira (04), a sede do Sindicato Rural de Chapada dos Guimarães foi palco de um encontro marcado por diálogo, acolhimento e propósito.


O Rotary Club de Chapada dos Guimarães realizou mais uma edição da Noite do Convidado, iniciativa voltada a apresentar o trabalho do Rotary à comunidade e convidar novos moradores a conhecerem e, quem sabe, integrarem o clube.


A convidada que representou a comunidade no dispositivo foi a advogada cosntitucionalista Paula Boaventura, moradora de Chapada e esposa do produtor rural e ex-presidente da APROSOJA BRASIL, Antônio Galvan. O casal já é bastante envolvida com diversas ações sociais, Paula trouxe um discurso espontâneo, afetivo e profundamente conectado com a realidade atual, destacando a necessidade urgente de humanizar as relações em um tempo cada vez mais dominado pela tecnologia. “É tempo de cuidar do meio ambiente, sim, mas é tempo de humanizar também”, pontuou. Em sua fala, ela ressaltou que as maiores riquezas de Chapada não estão apenas em suas belezas naturais, mas principalmente nas pessoas, nos vínculos e no cuidado com o outro.

Durante o discurso, Paula compartilhou experiências vividas ao lado do marido em viagens por mais de 140 municípios, reforçando como o Rotary se apresenta, na prática, como um elo entre pessoas do bem. Histórias simples, mas carregadas de significado como o empréstimo rápido e sem burocracia de cadeiras de rodas, muletas e outros equipamentos ortopédicos entre clubes de diferentes cidades, ilustraram como o espírito rotário ultrapassa fronteiras e transforma realidades.

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Outro ponto forte de sua fala foi o papel da mulher nesse processo de humanização. Para Paula, é no seio familiar que nascem os princípios, valores e virtudes capazes de formar cidadãos conscientes e comprometidos com o bem comum. “A sociedade precisa fortalecer esses valores, e o Rotary é um espaço onde isso acontece de forma concreta”, afirmou.
Paula também se colocou à disposição para ajudar a fortalecer o Rotary local.


A abertura oficial da reunião foi conduzida pela rotariana Edil Pedroso da Silva, do Rotary Club de Cuiabá, que atuou como protocolo da noite. Compuseram a mesa autoridades rotárias, entre elas o presidente do Rotary Club de Chapada dos Guimarães, Dr. Vagner Ribeiro Júnior, o vice-presidente do Rotary Club de Cuiabá, Carlos Teobaldo de Souza, o governador de distrito Gilson Resmine, além de presidentes de clubes parceiros e representantes do Rotaract.


O palestrante da noite, Carlos Theobaldo de Souza, vice-presidente ROTARY Cuiabá, apresentou um panorama da história do Rotary, fundado em 23 de fevereiro de 1905 por Paul Percy Harris, na cidade de Chicago, hoje sede mundial do Rotary International. Com mais de 120 anos de existência e presença em mais de 200 países, o Rotary atua como uma entidade sem fins lucrativos, baseada no voluntariado e no serviço ao próximo, com ações que vão desde bancos ortopédicos até projetos educacionais e humanitários.

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Em entrevista, o presidente do Rotary de Chapada, Dr. Vagner Ribeiro Júnior, destacou que a Noite do Convidado é uma oportunidade de aproximar a comunidade do clube. “Convidamos pessoas que tenham interesse em fazer um trabalho humanitário. A união de interesses fortalece o clube e beneficia diretamente a comunidade”, explicou.

Já o governador assistente da Área 1 do Distrito 4440, Luiz Carlos Culca Nogueira, avaliou o encontro como extremamente positivo. Segundo ele, a mobilização prévia, que incluiu ações de divulgação pela cidade, refletiu no bom número de moradores interessados em conhecer o Rotary. “Saímos felizes. Houve interesse, e agora iniciaremos o processo para fortalecer ainda mais o Rotary Club de Chapada dos Guimarães”, afirmou.


Encerrando a noite, ficou o convite aberto a todos os chapadenses: o Rotary Club de Chapada dos Guimarães realiza reuniões presenciais quinzenais e está de portas abertas para quem acredita no poder do voluntariado, da empatia e da ação coletiva. Em meio a tantas transformações sociais e tecnológicas, a mensagem que ecoou foi clara fazer o bem, juntos, continua sendo um caminho possível e necessário.

Colaborou, Luiz Henrique Menezes

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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