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Noite de rock e nostalgia em Cuiabá: Guns N’ Roses estreia no Mato Grosso com show épico

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Na noite de sexta-feira, 31 de outubro de 2025, a cidade se tornou palco de um momento histórico para o rock: o Guns N’ Roses realizou seu primeiro show no Mato Grosso, como parte da turnê Latino-Americana da banda, em uma apresentação que misturou nostalgia dos anos 80/90 com a energia dos dias de hoje.

Uma apresentação à altura da lenda


O show ocorreu na Arena Pantanal, em Cuiabá, um palco à altura da ocasião. Em uma noite marcada pelo Halloween, o público respondeu com entusiasmo à proposta: cerca de 3 h 10 min de música — 32 sucessos executados — que atravessaram a história do grupo e mexeram com duas ou três gerações de fãs.
Os ingressos foram bastante procurados, evidenciando o apelo que a banda ainda exerce. Trata-se de uma das datas confirmadas da turnê “Latin America 2025”.


Antes do headliner, aquecimento nacional

A abertura ficou por conta da banda brasileira Raimundos, que fez um set de cerca de 30 minutos e preparou o terreno com energia, riffs e presença de palco. O ambiente da Arena já estava tomado e o aquecimento foi fundamental para que a espera pelo Guns fosse parte da festa.

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Por que a noite entrou para a história

• Primeira vez no Estado: para muitos presentes, era a oportunidade de ver ao vivo uma banda formada em meados dos anos 80, cuja formação clássica moldou o cenário do rock mundial.
• Conexão geracional: se nos anos 80 e 90 o público vivia o show “ao vivo e em cores”, nesta noite muitos dos presentes trouxeram celulares erguidos, registrando cada momento — mas a emoção, a vibração e o sense de “momento único” continuaram intactos.


• Ritmo, duração e repertório: 3 h 10 min de show e 32 músicas trocadas foram o suficiente para que se falasse em evento “épico” no calendário musical cuiabano.

A banda em destaque: quem está no palco agora

Entre os integrantes que levaram o show à Arena Pantanal estavam:


• Axl Rose (vocal) – presença única e voz reconhecida, líder histórico da banda.


• Slash (guitarra solo) – o icônico chapéu-coco, marcas registradas, solos que arrepiam.

• Duff McKagan (baixo) – parte da formação clássica e peça central no retorno total da banda.

• Entre outros músicos de longa data ou que agora fazem parte da formação mais recente. Essas presenças mostram que, embora as décadas passem, a “marca” Guns continua viva. (Ver histórico da turnê “Because What You Want & What You Get Are Two Completely Different Things” lançada em 2025) 

Impacto local e legado imediato

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Além da festa para os fãs, o show teve impacto visível em Cuiabá: mobilizou hotelaria, transporte e gastronomia; gerou expectativa entre quem aguardava o espetáculo há meses; e representou um acerto no calendário cultural da cidade — trazer grandes turnês internacionais a locais menos tradicionais.
Para o público local, foi mais do que “ver a banda ao vivo”: foi vivenciar parte da história do rock no Brasil, com o filtro do tempo e da memória coletiva.


Na noite de 31 de outubro de 2025, Cuiabá não apenas vibrou com o espetáculo de uma das maiores bandas de rock do planeta: provou que, mesmo em pleno ­século XXI, com celular em mãos e redes sociais ativadas, a emoção das guitarras, dos riffs e da comunhão entre palco e público permanece intacta. Este foi um show para entrar para os livros — tanto para os fãs que viveram os anos 80/90, quanto para aqueles que entraram nesse universo posteriormente e agora puderam registrar (literalmente) um momento raro.

por Luiz Henrique Menzes

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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