CUIABÁ

AGOSTO LILÁS

Motociclistas se mobilizam contra a violência à mulher no 2º Moto Encontro Agosto Lilás

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Na noite desta quinta-feira (3), no Quartel da Força Tática da PM em Cuiabá, lideranças de moto clubes da capital e da Baixada Cuiabana participaram da primeira reunião de organização do 2º Moto Encontro Agosto Lilás – Diga Não à Violência Contra as Mulheres. O evento está marcado para o dia 24 de agosto, com saída do pátio do Comando Geral da PMMT às 7h30 e destino final em Chapada dos Guimarães.

O tenente-coronel Mariowilliam, comandante adjunto do CR1, destacou que a Polícia Militar está comprometida com a segurança do trajeto e com a causa do enfrentamento à violência contra a mulher. “A PM abraça essa iniciativa com total apoio logístico e educativo. Teremos escolta durante o percurso, presença da Patrulha Maria da Penha e uma programação especial no quartel da PM em Chapada: café da manhã, gincanas, roda de conversa, atendimentos para mulheres, show com a banda de rock da PMMT e encerramento com costelão.”

Grazi Almeida, coordenadora da Escola Pública de Trânsito do Detran-MT, reforçou a importância da parceria com os moto clubes e as forças de segurança. “Estaremos presentes com dinâmicas educativas, rodas de conversa e orientações voltadas especialmente para os motociclistas. É uma união de forças em prol do trânsito mais seguro e do respeito às mulheres.”

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Segundo Danillo Moraes, presidente do FECONSEG, a expectativa é reunir mil motos neste segundo ano do evento. “Ano passado tivemos 600 motociclistas. Agora queremos crescer ainda mais, com o apoio da PM, da Prefeitura de Chapada dos Guimarães e da Secretaria de Segurança Pública. Agradecemos ao coronel Rovere, ao comandante geral e ao CR1, que têm sido fundamentais nesse processo.”

Durante a reunião, foram discutidos detalhes operacionais: os moto clubes devêm levar tendas; parceiros podem contribuir com tendas e brindes para as gincanas. O CRAS prestará atendimentos às mulheres no local. Também foi solicitado que os grupos se organizem com regras de conduta no comboio para garantir a segurança.

A organização terá apoio da Prefeitura de Chapada para estrutura com banheiros químicos (feminino, masculino e PCD), fornecimento de café da manhã (café, chá, pães, carne moída, salsicha, frutas) e suporte com energia elétrica para as tendas e o som do palco.

O 2º Moto Encontro Agosto Lilás promete ser um grande ato de conscientização, união e respeito às mulheres, fortalecendo o papel social dos motociclistas e instituições parceiras na luta contra a violência de gênero.

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por Luiz Henrique Menezes

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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