CUIABÁ

DIREITOS DA MULHER

Encontro reúne forças de segurança, servidores e sociedade civil no enfrentamento à violência contra as mulheres

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No próximo dia 10 de dezembro, Mato Grosso promove um dos encontros mais significativos do ano no enfrentamento à violência contra a mulher. Trata-se do evento da Campanha Laço Branco – MT, que reunirá homens de diferentes áreas no Allure, no Complexo Leila Maluf, às 14h, em Cuiabá. A proposta é convidar os homens a ouvirem, refletirem e agirem diante da realidade da violência que atinge milhares de mulheres todos os dias.

A iniciativa nasce do entendimento de que nenhuma transformação social acontece sem diálogo, e esse diálogo precisa incluir aqueles que podem e devem ser agentes ativos de proteção, respeito e mudança.

Por isso, servidores públicos civis, forças de segurança e representantes da sociedade civil são esperados no encontro, que terá como ponto central a palestra do advogado Renê Freitas, referência nacional em Direito das Famílias e atuante exclusivamente na defesa de mulheres.

A procuradora do Estado e integrante do Conselho Estadual de Direitos da Mulher (CEDM/MT), Glaucia Amaral, reforça a importância dessa escuta ativa.

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“É essencial conscientizar sobre as formas de violência doméstica e suas características, mas também é fundamental envolver os homens nesse processo. Toda a sociedade tem responsabilidade na mudança de condutas e no enfrentamento desse problema que atinge milhares de mulheres. O Laço Branco é um convite para que os homens se posicionem e sejam agentes de transformação”, afirma.

A presidente do CEDM/MT, Cenira Benedita Evangelista, destaca que a força do evento está justamente na união e no protagonismo masculino pelo fim da violência.

“O Laço Branco é um movimento mundial que convida os homens a dizerem não à violência. Em Mato Grosso, estamos ampliando esse diálogo, mostrando que o enfrentamento à violência exige união, coragem e compromisso. A participação masculina é indispensável para construirmos uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres”, reforça.

A Campanha Laço Branco surgiu em 1991, no Canadá, após um episódio de feminicídio que comoveu o mundo e despertou a necessidade de mobilizar os homens na defesa da vida das mulheres. Desde então, ganhou força internacional e, no Brasil, foi reconhecida pela Lei nº 11.489/2007 como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

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Em Mato Grosso, essa mobilização já começou nas redes sociais. Desta forma, diversas autoridades e lideranças estão gravando vídeos convocando outros homens a participarem do evento e a assumirem um compromisso com a mudança de comportamento e cultura, e a adesão masculina tem sido expressiva. Os conteúdos estão disponíveis no Instagram oficial da campanha: @lacobrancomt, onde também é possível acompanhar informações completas sobre o movimento.

O evento é uma realização do Governo de Mato Grosso em parceria com o Conselho Estadual de Direitos da Mulher (CEDM/MT).

As inscrições são gratuitas para o público masculino, no site: lacobranco.com.br

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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