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Feira Cultural do Japão lota Museu do Rio e marca retomada do Festival em Cuiabá

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Cuiabá está vivendo noites histórica neste fim de semana. A Feira Cultural do Japão transformou o espaço do Museu do Rio, no bairro Porto, às margens do Rio Cuiabá, em um grande palco de música, gastronomia, artesanato e tradições nipônicas. O evento, que nasceu como um “ensaio geral” para a retomada do Festival do Japão, superou todas as expectativas e reuniu milhares de pessoas. Veja como foi a noite de sábado(6).

Um resgate esperado há uma década

 

O idealizador do evento, Rafael Yonekubo, destacou que a realização da feira foi movida pelo desejo de resgatar a tradição interrompida desde 2015.

“Isso sempre me incomodava. O Festival do Japão havia parado e ninguém assumia a responsabilidade de retomar. Então, quando virei vereador, coloquei o festival no calendário cultural de Cuiabá. Trouxemos a Associação Nipo, buscamos apoio da Prefeitura, Assembleia Legislativa e parceiros, e decidimos começar em um formato menor. O resultado foi muito maior do que esperávamos”, relatou.

Segundo Yonekubo, só no primeiro dia a estimativa foi de até 8 mil visitantes. Na sexta-feira, o público pode ter chegado a 20 mil pessoas. No sábado, a lotação surpreendeu novamente, com filas e até esgotamento da comida antes do fim da noite. “Foi um sucesso total. A população cuiabana mostrou que tinha carência de eventos familiares como esse”, comemorou.

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Cultura, gastronomia e lazer para toda a família

Além da programação musical e artística, a feira também ofereceu ao público uma imersão cultural completa:

Artesanato japonês e bazar cultural, que encantaram os visitantes com peças tradicionais e modernas;

Visitas ao aquário do Museu do Rio, que abriga espécies de peixes da Bacia do Prata, integrando ciência e lazer;

Gastronomia típica japonesa, como sushi, yakisoba, tempurá e doces orientais, que rapidamente se esgotaram devido à alta procura;

Espaço infantil e parque de diversões, garantindo momentos de alegria e entretenimento para as crianças;

Shows e apresentações culturais, com destaque para o concurso de cosplay, apresentações de taiko (tambores japoneses), artes marciais e o tradicional karaokê.

Atração internacional

A grande estrela da noite foi Joe Hirata, cantor brasileiro radicado no Japão que se consagrou ao vencer o maior concurso de karaokê japonês, superando 80 mil concorrentes. Emocionado com o retorno a Cuiabá após dez anos, ele declarou:

“Foi emocionante. O público cuiabano é acolhedor, sempre me recebeu de braços abertos. Fechamos com chave de ouro e espero retornar no ano que vem”, afirmou.

Hirata também ressaltou a relevância da colônia japonesa no Brasil: “Somos mais de dois milhões de descendentes no país. A cultura nipônica já faz parte do nosso dia a dia, da culinária à música e às tradições familiares”.

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Prefeitura celebra e projeta futuro

Presente no evento, o prefeito Abilio Brunini destacou a força da cultura japonesa e prometeu ampliar a estrutura para a próxima edição.

“Esse festival só é essa maravilha porque vocês participam. No ano que vem queremos fazer ainda melhor: mais espaço, mais gastronomia e mais atrações. A associação está de parabéns por mostrar a cultura, a arte e a música japonesa ao nosso povo”, disse, em tom descontraído, interagindo com os cosplayers.

O sucesso da Feira Cultural do Japão consolidou a decisão de realizar duas edições por ano em Cuiabá, além da confirmação do 5º Festival do Japão em Mato Grosso, já marcado para o Parque Novo Mato Grosso. A proposta é que a Feira Cultural continue acontecendo na Arena Pantanal, atraindo ainda mais público e fortalecendo a integração cultural Brasil-Japão.

 

“Foi cansativo, mas gratificante. O reconhecimento mostra que valeu a pena e que a cultura japonesa tem espaço garantido no coração dos cuiabanos”, concluiu Rafael Yonekubo.

Por, Luiz Henrique Menezes

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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