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Em palestra em Cuiabá, Nelson Wilians alerta para os riscos do crescimento da insegurança jurídica no país

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Em palestra realizada na noite desta segunda-feira (21) em Cuiabá, o advogado Nelson Wilians, presidente do maior escritório de advocacia da América Latina, o NWADV, alertou sobre os riscos do crescimento da insegurança jurídica, que, em sua avaliação, tem avançado nos últimos anos e afetado diretamente o modelo de empreendedorismo existente no país.

“Estamos passando por momentos conturbados e complexos, e é importante que toda a sociedade esteja muito atenta ao que garante a nossa civilização. Isso tudo passa pela segurança jurídica. Como eu vou falar de empreendedorismo, atrair capital, gerar riquezas, se não tivermos segurança jurídica?”, ponderou Wilians durante palestra no encontro do LIDE-MT, realizado no auditório da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

Wilians explicou que segurança jurídica é uma questão de previsibilidade, tanto no ambiente de negócios quanto na própria liberdade, e que, neste sentido, é inadmissível as arbitrariedades que comumente têm se repetido no país.

“Insegurança jurídica é algo que sempre ouvimos falar, mas nunca a tivemos em tamanha frequência. Isso realmente chama a atenção e deve ser um momento de reflexão e alerta para toda a sociedade, seja empresários, políticos, autoridades, advogados, todos”, enfatizou.

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*LIDE-MT*

A palestra de Nelson Wilians foi uma realização do LIDE-MT, em parceria com a Fiemt e o escritório Nelson Wilians Advogados, liderado em Mato Grosso pelo sócio-diretor Marcel Daltro, advogado e conselheiro do LIDE.

“A palestra do Dr. Nelson Wilians foi uma oportunidade de conexão e de entender o que está acontecendo no Estado e no país. Eu sempre digo que a ponte entre Mato Grosso e o mundo já existe, e nossa função é deixá-la um pouco mais movimentada, trazendo boas práticas, incentivando a verticalização e fazendo com que essa pujança da economia regional se torne perene, com mais oportunidades de desenvolvimento e geração de riquezas”, enfatizou Marcel Daltro.

O presidente do LIDE-MT, Igor Taques, destacou a presença de Nelson Wilians no encontro e reforçou que o LIDE tem o propósito de promover a conexão de empresários e lideranças com os temas em discussão no país e no Estado.

“Queremos promover uma liderança ativa junto ao Poder Público e aos setores econômicos. Cada filiado tem, dentro do nosso ecossistema, a possibilidade de ter voz ativa”.

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O presidente da Fiemt e conselheiro do LIDE-MT, Silvio Rangel, destacou a importância do encontro para reforçar o diálogo entre lideranças e o papel estratégico das instituições que impulsionam e movimentam Mato Grosso.

“O LIDE tem sido, ao longo do tempo, um espaço de conexão entre empresários, gestores públicos e empreendedores, pensadores do Brasil. Um ambiente que promove ideias, provoca reflexões e, principalmente, fortalece quem lidera. Sabemos que liderar exige coragem, visão e compromisso com o coletivo”, enfatizou.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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