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Agentes da Semob recebem sete novos veículos para auxílio nos serviços de orientação e fiscalização do trânsito

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Os serviços de orientação e fiscalização do trânsito na Capital passam a contar com o reforço de sete novas viaturas. Os veículos foram entregues pelo prefeito Emanuel Pinheiro, na sexta-feira (19), aos agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e já estão em circulação na cidade.

Os carros são do modelo com carroceria, atendendo a necessidade dos agentes que, por diversas vezes, precisam se deslocar para diferentes pontos da cidade com equipamentos de auxílio no controle do trânsito. Além disso, todos possuem a identidade visual da Semob, permitindo a fácil identificação e acompanhamento do uso dos veículos.

O prefeito Emanuel Pinheiro destacou que garantir melhores condições de trabalho a todos os servidores públicos é a obrigação de todos os gestores que têm como marca o diálogo constante com sua equipe. Segundo ele, desde que assumiu a Prefeitura de Cuiabá, tem buscado avançar em pontos que fazem a diferença, positivamente, no dia a dia dos servidores.

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“São sete carros 0 km que irão facilitar o trabalho dos nossos agentes, especialmente nas intervenções. A Semob recebe inúmeras demandas de bloqueio de ruas, incluindo as que são necessárias por conta das obras que fazemos na nossa cidade. Ou seja, temos várias ações que precisam da presença dos agentes para garantir a ordem, fluidez, e segurança”, explicou.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego, relatou que, além dos carros, também está no planejamento do Município a entrega de mais 10 motocicletas. De acordo com ele, neste momento está em andamento o processo licitatório para aquisição das motos e a previsão é que em aproximadamente 50 dias essa etapa seja concluída.  

“Estamos buscando cada vez mais dar uma melhor qualidade de trabalho aos nossos agentes de trânsito. Existem variadas situações que exigem que eles se desloquem, com ou sem equipamentos, para dar segurança aos condutores. Por isso, buscamos fazer uma renovação completa, que atende todas as necessidades”, pontuou Samaniego.

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Também participaram da solenidade o vice-prefeito José Roberto Stopa, os secretários municipais de Ordem Pública, Leovaldo Sales, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Renivaldo Nascimento, e o diretor-geral da Limpurb, Júnior Leite. A Câmara Municipal de Cuiabá foi representada pelos vereadores Chico 2000 e Paulo Henrique. 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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