CUIABÁ

CIDADES

Evento reuniu advogados(as), estagiários(as) e atletas de 20 cidades do Estado em uma manhã de esporte, saúde e confraternização

Publicado em

Nem a manhã quente do último domingo de agosto foi capaz de afastar o entusiasmo e a disposição dos participantes da 12ª edição da Corrida da Advocacia. O evento, promovido pela Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT) e pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), reuniu mil atletas, entre advogados(as), estagiários(as) e a sociedade em geral, em uma celebração ao esporte, à saúde e à união da advocacia mato-grossense.

Com percursos de 5km e 10km, a corrida marcou o encerramento do Mês da Advocacia, reforçando a proposta da Caixa de incentivar hábitos saudáveis e o bem-estar da classe. A edição deste ano contou com a participação de atletas de 20 cidades de Mato Grosso, o que reforça o alcance e a relevância do evento em todo o Estado. Outro destaque foi a expressiva presença feminina, 55% dos inscritos foram mulheres.

Para o presidente da CAA/MT, Rodrigo Araújo, a Corrida da Advocacia vai muito além da prática esportiva. “É um evento destinado a todos os advogados(as), estagiários(as) e à sociedade em geral, que promove saúde, bem-estar, lazer e, acima de tudo, fortalece os laços entre os profissionais da advocacia em Mato Grosso”.

Já a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, ressaltou o cuidado com a organização e a importância de iniciativas como essa. “Quero parabenizar a CAA/MT por mais uma edição da corrida, preparada com muito carinho e atenção para que a gente possa se divertir e praticar esse esporte que a gente ama”.

Leia Também:  VITRINE DE CARNES DO SENAR-MT APRESENTA CORTES E PREPAROS EM FESTA DO PEÃO DE LAMBARI D’OESTE

*Conforto e cuidado com os atletas*

Durante e após a prova, os atletas foram recebidos com uma estrutura completa de hidratação e alimentação: água, isotônico, refrigerante, suco, cerveja, picolés, frutas, barrinhas de cereal, açaí e suplementos alimentares. Também foram oferecidos serviços de massagem e distribuição de brindes, promovendo uma experiência completa de lazer e recuperação.

Uma novidade que chamou a atenção nesta edição foi a personalização das medalhas. Os atletas tiveram seus tempos gravados no verso, graças à parceria com a empresa CAV Comunicação Visual, uma tecnologia inédita em eventos de corrida no Estado.

*Emoção e histórias inspiradoras*

Entre os destaques da corrida estavam histórias que emocionam e inspiram. O advogado Guaracy Souza, de 70 anos, correu os 5km e celebrou mais uma participação, ele esteve presente em todas as edições da prova. “Sou apaixonado pela Corrida da Advocacia, participo todos os anos. A organização é sempre maravilhosa, impecável, e pretendo continuar participando”, disse.

O cadeirante Rubens Rodrigues, 49 anos, também marcou presença. Atleta com deficiência (ACD), ele participou pela terceira vez do evento. “Me descobri na corrida, uma amiga me inscreveu uma vez, gostei, participei de outras e não parei mais. É gratificante poder participar de mais uma edição desta corrida”, relatou.

Leia Também:  Prefeito em exercício lamenta falecimento da mãe da presidente do CRO-MT

Adalvane Lourenço, advogada de Alta Floresta, foi a campeã da categoria 5km feminino – advogadas e estagiárias. “Essa é minha segunda Corrida da Advocacia e considero esse evento perfeito. É uma grande satisfação fazer parte de uma iniciativa tão organizada, que valoriza os atletas e ainda nos proporciona uma verdadeira festa. Gosto muito dessa corrida e espero estar presente nas próximas edições”, destacou.

O evento também reuniu a diretoria da CAA/MT, delegados(as), conselheiros federais, conselheiros estaduais, presidentes de subseções, presidentes de comissões e a advocacia em geral, celebrando juntos esse momento de integração, saúde e lazer.

A realização da corrida contou com o apoio essencial de parceiros comprometidos com o incentivo ao esporte e ao bem-estar: Tecnovida, Wellhub, Dom Manuel – Moda Masculina, Dourada Cervejaria, Unimed Cuiabá, CAV Comunicação Visual, Solar Coca-Cola, Evolua Energia, Nespresso, Insanos Boot Camp, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Pantanal Shopping, Ultramacho e Fórmula Certa.

Confira a lista oficial de classificação da 12ª Corrida da Advocacia: https://corridadaadvocaciamt.com.br/

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Sine Municipal encerra a semana com 820 vagas de emprego nesta sexta-feira (16)

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA