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China coloca exército de robôs humanoides para fazer kung fu ao vivo na TV e o mundo ficou em choque

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Beijing, 16 de fevereiro de 2026 Na véspera do Ano-Novo Lunar, o maior espetáculo televisivo do planeta ganhou um capítulo que parece ter saído de um filme de ficção científica. No tradicional Spring Festival Gala, o Chunwan, transmitido para centenas de milhões de pessoas, uma frota de robôs humanoides dominou o palco com movimentos de kung fu, saltos acrobáticos e sincronização impressionante.

Desenvolvidos pela chinesa Unitree Robotics, dezenas de unidades de seus modelos humanoides apareceram lado a lado com artistas de wushu (artes marciais), realizando rotações no ar, parkour, uso de bastões e nunchakus, além de sequências inspiradas no drunken boxing, um estilo tradicional de kung fu que simula movimentos instáveis e imprevisíveis. O show não foi apenas uma demonstração de dança: os robôs executaram backflips, saltos de até 3 metros de altura, mudanças rápidas de formação em grupo e movimentos sincronizados a velocidades próximas de 4 m/s, tudo transmitido ao vivo na televisão estatal chinesa. 

Tecnologia de verdade ou show de efeitos?

A exibição deixou muitos internautas e especialistas boquiabertos, e alguns assustados. Os movimentos exibidos vão além do que a maioria das pessoas já viu em vídeos de laboratório, com robôs aparentemente ajustando sua posição em tempo real e realizando acrobacias de alta complexidade. 

Ao mesmo tempo, analistas técnicos fazem uma distinção importante:

Sim, é real que os robôs demonstraram coordenação, controle multi-robô e movimentos complexos já registrados em vídeos oficiais e notícias internacionais. 

Não, isso não significa que eles tenham inteligência geral ou que estejam prestes a substituir humanos no trabalho doméstico ou industrial de forma ampla tão cedo, as demonstrações são feitas em ambiente controlado e com preparação intensa. 

Qual é o significado disso tudo?

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Para muitos especialistas em tecnologia, o espetáculo não é apenas entretenimento, é uma mensagem estratégica. A China tem colocado investimentos massivos em robótica e IA, e exibir dezenas de humanoides em um dos programas mais assistidos do mundo é uma forma clara de projetar poder tecnológico no cenário global. Enquanto empresas ocidentais ainda divulgam vídeos curtos com robôs realizando tarefas em ambientes controlados, o Chunwan mostrou robôs em circunstâncias de palco real, sob iluminação intensa e transmissão ao vivo,  algo que, para a opinião pública, parece um salto no futuro da tecnologia. 

E a corrida global pela robótica humanoide?

A grande polêmica que paira nas redes sociais é: a China assumiu a liderança mundial na robótica humanoide?

Comentários de internautas refletem choque e fascínio:

Especialistas apontam que, apesar do salto tecnológico apresentado nas performances, a disputa global pela liderança em robótica ainda está aberta com muitos desafios de confiabilidade, custo, adaptação a ambientes reais e verdadeira autonomia ainda por conquistar. Mas e você, acredita que isso é só espetáculo ou o futuro chegou antes do esperado?

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ARTIGO & OPINIÃO

Quando a tecnologia atravessa a infância: a urgente missão de proteger nossas crianças antes que seja tarde

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Saí da palestra do professor Paulo Carvalho com uma sensação difícil de traduzir: não era apenas preocupação. Era um chamado. Um alerta daqueles que não ficam presos ao auditório, porque continuam ecoando dentro da gente muito depois que as luzes se apagam.
Paranaense, escritor consagrado, autor de livros didáticos e de literatura infantil, Paulo Carvalho tem percorrido o Brasil levando uma mensagem direta, incômoda e necessária: os pais precisam reassumir o comando da formação dos filhos antes que a tecnologia eduque uma geração inteira no lugar da família.

Em sua passagem pela Loja Maçônica João Bismarck nº 39, em Várzea Grande, da Grande Loja do Estado de Mato Grosso na noite deste dia 07 de julho, o professor trouxe uma palestra forte, construída sobre experiência, fé, educação, família e dados que assustam. O tema central foi o uso excessivo de celulares, telas e agora também da inteligência artificial na vida de crianças e adolescentes. Paulo contou que sua inquietação começou ainda em 1996, quando escreveu o livro infantil Coração de Anjo. Naquele mesmo período, ao perceber que a internet começava a entrar na vida dos brasileiros, decidiu abrir mão de um contrato editorial que poderia lhe trazer retorno financeiro para investir em um projeto maior: incentivar leitura, escrita e formação de crianças no Paraná. Segundo ele, a ideia era simples e profunda: colocar “cadeado no portão antes do ladrão chegar”.


Trinta anos depois, o “ladrão” não chegou apenas pelo portão. Entrou pela palma da mão.
Hoje, segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, 93% da população brasileira de 9 a 17 anos usa internet, o equivalente a cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes. O celular é o principal meio de acesso à rede, usado por 98% desse público, e 81% já possuem aparelho próprio. (Serviços e Informações do Brasil) (Cetic.br)
A Organização Mundial da Saúde orienta que bebês com menos de 1 ano não sejam expostos a telas e que crianças de até 5 anos não passem mais de uma hora por dia diante de dispositivos eletrônicos. (As Nações Unidas em Brasil) No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria reforça: nada de telas antes dos 2 anos; entre 2 e 5 anos, no máximo uma hora por dia; de 6 a 10 anos, até duas horas; e para adolescentes, de duas a três horas, sempre com supervisão. (Serviços e Informações do Brasil) (NIC.br)
A distância entre a recomendação e a realidade é justamente o abismo apontado por Paulo Carvalho. E é nesse abismo que muitas famílias estão perdendo o diálogo, o limite, a autoridade e, em alguns casos, a saúde emocional dos filhos.
Durante a palestra, ele não defendeu o fim da tecnologia. Defendeu limite. O professor comparou o celular e a inteligência artificial ao avião: Santos Dumont não inventou o avião para lançar bombas, mas para encurtar distâncias. A tecnologia também pode aproximar, ensinar e facilitar a vida. O problema começa quando ela substitui a presença dos pais, ocupa o lugar da conversa, do esporte, da leitura, da espiritualidade e da convivência.
Em entrevista, Paulo foi ainda mais direto ao falar da inteligência artificial. Para ele, a internet passou “um rolo compressor” sobre as crianças, mas a IA chega agora com uma diferença ainda mais preocupante: veio pronta, antes que a sociedade tivesse tempo de compreender seus impactos. “Não passaram os ingredientes para fazermos o bolo. Mostraram o bolo pronto”, resumiu.
Esse talvez seja o ponto mais profundo da reflexão. Nós ainda estamos tentando entender as sequelas da internet na infância, enquanto uma nova revolução tecnológica já atravessa adultos, jovens e crianças em velocidade ainda maior.
O alerta também encontra respaldo na saúde pública. O Ministério da Saúde apontou que o suicídio já aparece entre as principais causas de morte de adolescentes e jovens no Brasil, sendo a 11ª causa entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos e a 3ª entre adolescentes de 15 a 19 anos. (Serviços e Informações do Brasil) O Unicef estima que quase um em cada seis adolescentes de 10 a 19 anos no Brasil viva com algum transtorno mental, o que aumenta a exposição a riscos como depressão, automutilação e suicídio. (UNICEF)
Não se trata de culpar a tecnologia por tudo. Seria simplista. Mas também seria irresponsável ignorar que o excesso de tela, a falta de sono, o isolamento, a exposição precoce a conteúdos adultos, a comparação constante nas redes e a ausência de limites formam uma combinação perigosa.
A fala de Paulo Carvalho incomoda porque toca na ferida principal: muitas vezes, o celular não é entregue à criança por necessidade pedagógica, mas por cansaço dos pais. É o aparelho que cala o choro, distrai no restaurante, ocupa no carro, substitui a conversa e evita o conflito. Mas cada vez que os pais terceirizam a presença, a criança aprende que atenção vem de uma tela, não de uma relação.

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Foi nesse ponto que a entrevista com Wilton Maciel, obreiro da Loja 15 de Maio e pai de uma menina de 8 anos, trouxe uma resposta prática. Ele utiliza o Google Family Link, ferramenta gratuita que permite aos pais controlar tempo de uso, bloquear aplicativos, acompanhar médias semanais e definir horários para o aparelho da criança.

O próprio Google informa que o Family Link permite estabelecer limites diários, programações de descanso e controle por aplicativo. (Google Families) (Google Ajuda)

Mas Wilton deixou claro que aplicativo nenhum substitui pai e mãe. Em sua casa, o controle digital vem acompanhado de tarefas domésticas, deveres escolares, cuidado com animais, diálogo e tempo de qualidade. Na volta da escola, por exemplo, nada de tablet ou celular no carro. O trajeto é reservado para conversar sobre o dia e observar a vida pela janela.
Essa frase talvez resuma tudo: observar a vida pela janela.
Porque a infância não pode ser reduzida a uma tela iluminada. Criança precisa de rua, conversa, livro, esporte, música, silêncio, tédio, responsabilidade, limite e exemplo. Precisa aprender a esperar, a dividir, a ouvir “não”, a guardar brinquedos, a respeitar professores, pais e avós. Precisa entender que nem tudo que é possível é saudável.

O Venerável Mestre Fábio Arruda Goes Ferreira, da Loja João Bismarck nº 39, destacou que a proposta da Maçonaria ao abrir espaço para esse tipo de palestra é levar clareza às famílias e contribuir para o engrandecimento da sociedade. Segundo ele, a missão maçônica é tornar a humanidade mais feliz. E essa construção, lembrou, começa na base: a família.

É justamente aí que está a minha maior reflexão.

Depois de ouvir Paulo Carvalho, Wilton Marcel e Fábio Arruda Goes, saí convencido de que discutir tecnologia hoje não é mais falar apenas de aparelhos, aplicativos ou redes sociais. É falar de futuro. É falar de humanidade. É falar da capacidade que teremos, ou não, de formar adultos emocionalmente saudáveis, intelectualmente preparados e moralmente firmes.
A criança é a base. E nenhuma sociedade permanece de pé quando sua base é negligenciada.
Se queremos um futuro menos violento, menos ansioso, menos doente e menos perdido, precisamos parar de tratar a infância como fase secundária. É nela que se moldam limites, caráter, disciplina, empatia, espiritualidade, responsabilidade e senso de realidade.
O mundo moderno não permite que os pais sejam mornos. A neutralidade dentro de casa também educa, só que educa pela omissão. Quando a família não orienta, alguém orienta. Quando os pais não impõem limites, o algoritmo impõe desejos. Quando a casa não oferece presença, a tela oferece distração. Quando não há conversa, há conteúdo. Quando não há exemplo, há influência.
Proteger a criança não é negar a tecnologia. É colocá-la no devido lugar.
A grande pergunta que fica não é se nossos filhos terão acesso ao celular, à internet ou à inteligência artificial. Eles terão. A pergunta verdadeira é: eles chegarão a esse mundo com estrutura emocional, espiritual, familiar e cognitiva suficiente para não serem engolidos por ele?
Essa é a missão dos pais. Essa é a missão da escola, dentro do seu papel de ensinar. Essa é a missão das instituições, das igrejas, da Maçonaria, da imprensa e de toda sociedade que ainda acredita que o futuro começa no colo, na mesa de jantar, no limite dado com amor e na coragem de dizer “não” quando o mundo inteiro parece dizer “deixa”.
Porque uma geração pode até dominar a tecnologia.
Mas, se perder a alma, terá perdido tudo.

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colaborou: Luiz Henrique Menezes

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