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PROTAGONISMO FEMININO

Apromat reforça debate sobre liderança feminina no serviço público

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No Dia Internacional da Mulher, a presidente da associação, Dra. Caroline Tomelero, reflete sobre os desafios e avanços da presença feminina em espaços de decisão na advocacia pública_

O avanço das mulheres em posições de liderança no serviço público tem ampliado debates sobre representatividade, equidade e os caminhos para fortalecer a participação feminina em espaços de decisão. Embora a presença feminina em cargos estratégicos tenha crescido nos últimos anos, ainda há desafios a serem superados para garantir ambientes institucionais cada vez mais inclusivos e diversos.

À frente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (Apromat), Caroline Tomelero acompanha de perto essa transformação. Presidente da entidade e procuradora do Estado, ela destaca que a presença de mulheres em cargos de liderança contribui para ampliar perspectivas, fortalecer o diálogo institucional e tornar os ambientes profissionais mais diversos e representativos.

“Existe uma cobrança silenciosa para que a mulher dê conta de tudo com naturalidade. Mas a verdade é que cada dia é um exercício de prioridade e de consciência sobre o que é mais urgente e mais importante”, afirma Caroline.

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Segundo ela, ocupar espaços de liderança exige preparo técnico, responsabilidade e capacidade de gestão, mas também envolve enfrentar estigmas históricos que ainda cercam a presença feminina em posições estratégicas.

“Ainda há desafios a serem superados quando falamos de igualdade de oportunidades. Por isso, é fundamental fortalecer ambientes institucionais que reconheçam a competência e o potencial das mulheres”, pontua.

Para a presidente da Apromat, o Dia Internacional da Mulher também é um momento de valorizar trajetórias, reconhecer conquistas e incentivar novas gerações de mulheres a ocuparem posições de protagonismo no serviço público.

“Não queremos ser vistas como exceção. Queremos ser reconhecidas como profissionais competentes, preparadas e comprometidas com as instituições que representamos. Ampliar a presença feminina nos espaços de decisão é também fortalecer o serviço público e a democracia”, conclui Caroline.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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