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RECONHECIMENTO

A Homenagem do 1º Comando Regional da Polícia Militar ao Presidente da Feconseg-MT

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Em um gesto carregado de simbolismo, o Comandante do 1º Comando Regional da Polícia Militar, Coronel PM Paulo Cesa, juntamente com seu adjunto, Tenente-Coronel PM Mariowillian Ribeiro, prestaram homenagem ao presidente da Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso (Feconseg-MT), Danillo Corrêa de Moraes, pelos relevantes serviços prestados à sociedade mato-grossense.

Mais do que um simples reconhecimento, esse ato traduz a união de esforços entre a Polícia Militar e a sociedade civil organizada, especialmente por meio dos CONSEGs, consolidando a filosofia da polícia comunitária nos municípios abrangidos por este Comando Regional. Trata-se de um marco simbólico que reforça a convicção de que a segurança pública só atinge sua plenitude quando construída coletivamente, na soma de compromissos entre o Estado e os cidadãos.

A Moeda Honorífica: Símbolo de Honra e de Compromisso

A entrega da moeda honorífica a Danillo Corrêa de Moraes representa um dos mais elevados gestos de reconhecimento que a Polícia Militar pode oferecer. No universo militar, uma moeda não é apenas um objeto metálico; é um emblema impregnado de valores como honra, tradição, lealdade e gratidão institucional.

Cada detalhe cunhado nesse símbolo traduz a força da instituição e a solidez da parceria construída. Nas mãos de quem a recebe, a moeda carrega a memória de campanhas educativas, ações preventivas, projetos sociais, audiências públicas e incontáveis momentos de integração entre polícia e comunidade. Ela materializa em metal o reconhecimento de que cada esforço empreendido pela Feconseg-MT encontrou eco no coração da Polícia Militar.

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O Valor Pessoal e Sentimental

Para Danillo Corrêa de Moraes, a moeda honorífica transcende o valor protocolar e institucional: torna-se relíquia de vida, marco de trajetória e testemunho de legado. Guardiã de lembranças, a moeda simboliza as madrugadas de planejamento, os ofícios redigidos, as viagens a municípios distantes, as reuniões com conselheiros e o esforço coletivo de transformar realidades.

O metal frio aquece-se pelo valor humano e sentimental que carrega: a certeza de que cada passo dado ao lado da Polícia Militar não foi em vão. A moeda passa, assim, a ocupar um lugar especial não apenas em estantes ou coleções, mas no coração de quem a recebeu, como um lembrete perene de que a dedicação voluntária e o compromisso com a comunidade são reconhecidos e eternizados.

A Homenagem Recíproca: Medalha e Capacete do 2º Moto Encontro Agosto Lilás

Na mesma oportunidade, em gesto de reciprocidade e reconhecimento, o presidente Danillo Moraes, juntamente com o Tenente-Coronel PM Mariowillian Ribeiro, entregou ao 1º Comando Regional a medalha e o capacete símbolo do 2º Moto Encontro Agosto Lilás 2025.

Este evento, que se consolidou como o maior rolê motociclístico da América Latina dedicado à prevenção da violência contra as mulheres, foi um sucesso absoluto graças ao apoio incondicional do 1º Comando Regional e de todas as forças de segurança pública. O capacete, símbolo da proteção e da coragem, aliado à medalha, que eterniza a vitória coletiva, representam não apenas a memória de um grande encontro, mas a reafirmação de um compromisso social: dizer não à violência contra as mulheres e erguer a bandeira da paz e da dignidade.

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Assim, o ato de entrega dessas insígnias sela um pacto simbólico entre a sociedade civil e a Polícia Militar, reforçando que a luta pela vida, pela igualdade e pela justiça se faz em conjunto, unindo as rodas da liberdade dos motociclistas à firmeza da farda militar.

A Força da Parceria

A homenagem mútua demonstra que a relação entre o 1º Comando Regional e a Feconseg-MT transcende a formalidade institucional: é uma aliança sólida e duradoura. Ao lado da Polícia Militar, a Feconseg tem multiplicado resultados positivos em diversos municípios, mostrando que a filosofia comunitária não é apenas um conceito, mas uma prática diária de integração.

Nesse gesto de trocas simbólicas, ecoa a mensagem clara de que a sociedade e a Polícia Militar são parceiras indissociáveis na construção de uma cultura de paz.

A homenagem do 1º Comando Regional da Polícia Militar ao presidente da Feconseg-MT, materializada na entrega da moeda honorífica, e a retribuição feita com a medalha e o capacete do 2º Moto Encontro Agosto Lilás, formam um círculo perfeito de respeito e reconhecimento mútuo.

São símbolos diferentes, mas com o mesmo significado: a integração é o caminho mais sólido para transformar a sociedade mato-grossense em um lugar mais justo, seguro e humano.

Porque, ao fim, tanto a moeda quanto a medalha e o capacete não são apenas objetos de metal: são relíquias de histórias compartilhadas, que ecoam no presente e projetam no futuro a certeza de que juntos — polícia e comunidade — podem construir um Estado mais forte, unido e fraterno.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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