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Em painel sobre cooperativismo, Juliana Bortolini defende participação ativa dos cooperados e segurança jurídica

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A presidente do Sindicato Rural de Jaciara e da Comissão de Direito Agrário da 18ª Subseção da OAB/MT, Juliana Bortolini, participou como debatedora em um painel voltado ao fortalecimento do cooperativismo no agronegócio, que integrou a programação do Seminário Internacional Multidisciplinar do Agronegócio, realizado no Cenarium Rural. Em sua intervenção, ela destacou três pilares essenciais para o avanço do setor: a participação ativa dos cooperados, a segurança jurídica e o investimento em educação cooperativista.
Juliana iniciou sua fala chamando a atenção para a baixa adesão dos produtores às decisões das cooperativas. Segundo ela, muitos cooperados ainda não se envolvem ativamente nas assembleias e discussões, o que compromete a representatividade e a eficiência das decisões tomadas nessas instituições. “Muitas vezes estamos presentes, mas sem o conhecimento necessário para tomar decisões técnicas”, afirmou.
Como exemplo, compartilhou um episódio pessoal envolvendo seu marido, cooperado há mais de uma década, que compareceu a apenas uma assembleia, motivado pela aquisição de uma colhedora de algodão.
No segundo eixo de sua fala, a presidente defendeu a importância da segurança jurídica como base para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. Ela reforçou a necessidade de uniformidade nas decisões do Judiciário e do cumprimento rigoroso da legislação. “Sem segurança jurídica, o produtor perde a confiança para investir”, destacou.

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Encerrando sua participação, Juliana Bortolini pediu maior apoio institucional à educação cooperativista. Ela citou o papel de entidades como a Famato, o Sistema S e a OCB na sensibilização e formação de cooperados. “O cooperativismo é uma potência. Tanto é que a ONU declarou o ano de 2025 como o Ano Internacional do Cooperativismo, com foco na promoção da paz no segmento do agronegócio por meio da segurança alimentar”, concluiu.
Ao final, reiterou que o sucesso do setor passa, necessariamente, por três garantias: segurança alimentar, segurança jurídica e educação voltada ao cooperativismo.

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AGRO & NEGÓCIOS

Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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